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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Garoto Apaixonado...


É um garoto.
Tá apaixonado.
Não sabe o que faz.
Não sabe o que quer.
Só tem uma certeza,
Aquela era a garota dele.
Isso na mente dele.
Prestava atenção nela.
Apreciava seus olhos.
Respirava seu perfume.
Ele a amava,
Ou só imaginava isso,
Mas agora isso mudou.
Ela estava gostando dele.
Ela o queria,
Ela olhava ao fundo de seus olhos.
E estava esperando um gesto.
Porém ele travou,
Pensou que não sabia o que fazer,
O que dizer,
E então ela se aborreceu. 
Pensou que ele não queria nada,
Só que ele queria,
Só não sabia como agarrar aquele desejo,
Correu atrás,
Mandou flores,
Presenteou-la com abraços,
Com beijinhos na mão,
Com passeios ao fim da tarde,
E a reconquistou.
E naquele dia,
Ao fim do dia
Quando o último raio de amizade bateu.
O pedido foi feito.
E dos dias para as noites. 
Se tornaram namorados.
E viveram esse romance.
Como se o mundo fosse uma roda gigante.

domingo, 16 de setembro de 2012

Acordada...


         Estava eu ali, parada, sentada na cama, com uma revista, pensando do amanhecer do outro dia. Refletindo como cada dia nos trás algo novo, algo que nos surpreende, ou nos entristece, independente do que nos causa, sempre a algo diferente.
          Podemos não perceber, é obvio, quem vai perceber algo novo se está tão obcecado em fazer tudo como sempre se faz, como sempre se deve fazer?, por mais que falemos para si mesmo: eu vou ser a mudança, acabamos na mesmice de sempre. É uma força maior, é uma forma de medo, medo do desconhecido, pavor de acordar da realidade para viver seus sonhos.
          Devemos viver mesmo nessa vida? Nessas coisas rotineiras que nos levam a cada vez mais ficarmos parados, como se tudo estivesse certo, não! Não está certo, o certo é você fazer o que quer, antes de fazer o que deseja só pense numa coisa, se isso vai prejudicar alguém, caso contrario, se afogue naquele sonho, vá fundo, se arrisque, como você vai saber se não tentar?  minha mãe sempre diz, tu vai se arrepender se não der certo oks, mas também vai se arrepender de ficar com aquela dúvida se daria certo ou não.
          Cada um deveria apenas estar acordado, sim, isso mesmo, acordado, para essa vida maravilhosa que temos, se algum dia você passar por algo muito ruim, pense que tem alguém passando por coisas muito piores, se tu tiver que engolir sapos todos os dias, lembre que nos contos de fadas os sapos viram príncipes, e que esses sapos são os que tornam os finais felizes.
          Um dia, uma nova história. Uma semana chegando, lembranças novas também. Um acontecimento triste, um sorriso de bons momentos. Uma vida, uma chance, só uma chance de ser feliz, apenas uma oportunidade de estar acordado, porque é assim, simples e puramente assim.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Para Quem Quer Aprender A Gostar.

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
aprenda a fazer bonito o seu amor.
Ou fazer seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e
tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam;
deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões.
Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça,
equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento
de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo; em geral
enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?

De que está tirando do gesta, da ação, da reação,do olhar, da saudade, da alegria do encontro,
da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera
do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse
pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando;
não se cansar de olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações;
adiar sempre, se possível com beijos,“aquela conversa importante que precisamos ter”; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito, não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como a criança
de nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor; ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme.
Como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;
contar a verdade d o tamanho do amor que sente. Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes,
espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge da sua emoção
e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.

Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do natal infantil.
Revivendo os carinhos que intui em criança. Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor,
ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho.
Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar
do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

                                                                                
Artur da Távola