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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O que você vai fazer desse ano?


 
E você,
já pensou o que vai fazer?
O que vai deixar de fazer?
O que vai mudar?

Pense,
essa é a hora.
Corra atrás dos seus sonhos e objetivos,
faça o possível e o impossível para realizá-los.

Mude seus hábitos,
tente ser mais saudável,
faça um curso,
aprenda a tocar um instrumento,
se divirta mais,
viaje,
conheça gente nova,
leia mais,
divida seu tempo,
mas faça sempre o que tiver vontade.

Cuide-se
valorize-se
e lembre-se: você é a pessoa mais importante na sua vida,
esteja sempre em primeiro lugar.

Ainda é hora de recomeçar.
E fazer acontecer.        

Bianca de Moraes, (Blog)

sábado, 29 de dezembro de 2012

O segredo de Elly -Parte 3


          Vi aquele porta retrato e pensei em milhões de coisas, possibilidades. Não sei o porquê mas algo me dizia que aquilo não era boa coisa. Permaneci mais algumas horas ali, novamente ela entrou, deixou um conjunto de roupas, roupas refinadas, e sem esquivar-me nos beijamos de novo, isso estava se tornando prazeroso, não um prazer comum, um prazer mais gostoso, com gosto de proibição.
          Ela tirou minha roupa, e me observou, sim aquilo era um tanto quanto constrangedor para mim, embora eu fosse o mais popular da classe, tinha meninas de monte, eu nunca havia me deitado com uma delas, muito menos com uma mulher. Despiu-se também, e agora ela era observada, por meus olhos inquietos, agitados, esfomeados e cheios de medo, tensão e receio. Nada aconteceu, não nos tocamos nem nada, ela simplesmente me levou ao banheiro, e disse que em pouco tempo voltaria para me buscar, e me esperaria pronto e vestido com as roupas deixadas lá.
          Me aprontei, ela abriu a porta, me olhou, sorriu, e beijou-me, Elly estava linda, uma verdadeira rainha, com aquele vestido vermelho, cabelo preso, e um sorriso de ofuscar qualquer um. Fomos para a sala de jantar, um banquete, nenhum serviçal estava na casa, era eu e ela. Após tudo, fomos ao salão de festas, um lugar meio sombrio, escuro. Lá ela me falou:
          -Você é... Como se fosse meu primeiro amado, a única coisa que muda, é meu amor, que agora, é maior que antes.
          -A senhora não deve estar falando sério. Me amar? Não, isso não aconteceria.
          -Não duvide de mim garoto, quando eu quero algo, eu consigo. Vou libera-lo novamente, para que diga a seus pais que está bem, e logo voltará aqui, para que possamos viver para sempre juntos, colados.
          -Não vou viver com a senhora, você é muito bonita, me atrai, mas não posso. Não devo. Não quero.
          Naquele momento vi a raiva em seus olhos, como se não me conhecesse, como se eu fosse o pior dos seres. Ela me beijou mais ardentemente que nunca, pensei que era um ato de despedida, e sim era. Ao mesmo tempo que me beijou, que nos beijamos, ela cravou uma estaca em meu coração. Eu via tudo muito embaçado, não tinha forças, estava morrendo. E ainda assim ouvi aquela voz falando ao meu ouvido.
          -Caro amado, não sei o que farei em seu túmulo, chocolates quem sabe, poderíamos ter vivido uma bela história, e quem sabe morrer juntos, mas você não quis assim. Foi com dor no coração que matei meu primeiro amado, e com a mesma dor matei você, ambos não fizeram a escolha certa.
          Com a visão embaçada, mais ainda, vi ela vindo ao meu encontro, beijou-me, desta vez não retribui, e como se nada houvesse acontecido, abriu uma caixa, tirou um bombom, e começou a deliciar-se naquele chocolate. Antes tudo aquilo fosse um sonho, e eu não tivesse entrado pela segunda vez nessa maldita casa.


O segredo de Elly- Inicio
O segredo de Elly- Parte 2

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O segredo de Elly- Parte 2


          Passaram-se dias, e eu não tinha certeza ainda se meu sonho era realidade, tudo pareceu tão real, tão vivo. Com essa dúvida que não saia de minha cabeça, tomei uma decisão, eu só saberia se tudo aquilo era verdade se entrasse naquela casa, pela primeira vez, ou quem sabe a segunda. Isso eu iria descobrir.
          Dois dias depois criei coragem e fui. Como tinha em mente todos os detalhes do estranho sonho, eu fui direto a porta, que por sinal estava trancada. Procurei a chave, não estava no mesmo lugar, mas mesmo assim consegui acha-la, então abri e entrei. Fiquei assustado ao perceber que não tinha sido um sonho, e sim uma lembrança, uma lembrança real de algo que eu vivi.
          Não suportei pensar no que poderia acontecer se Elly me pegasse ali de novo. Fechei a porta, coloquei a chave no lugar, e quando ia ao encontro da porta de saída, ela estava de pé, com um bombom na mão. E logo me disse:
          -Gosta de bombons caro garoto?!
          E com a voz tremula de medo respondi:
          - Sim.
          Ela me deu o chocolate, e com apenas um gesto me chamou para sentar no sofá, com receio de recusar aceitei, ela começou a contar de como ela era, contou-me sua adolescência completa. E eu nem se quer respirava direito, a tensão tomava cada vez mais conta de meu corpo, eu não pensava, não falava, apenas ficava atento a cada movimento dela, pois qualquer reação estranha seria um sinal para me defender.
          De uma forma muito estranha ela demonstrava um carinho especial por mim. Pensei que isso seria um bom sinal, pois assim não correria tantos riscos, só que nem sempre tudo é como pensamos. Elly me convidou, na verdade me intimou, a entrar em um outro cômodo da casa, sem dizer nada me abraçou e me beijou, e do mesmo jeito me trancou naquele quarto e saiu.
          Aquilo foi horrível, um beijo, não um beijinho, um beijo, isso que tinha acontecido, e por algum motivo eu retribui aquele ato, não conseguia acreditar que tudo não passava de um sonho. Fiquei calmo, não me adiantaria de nada ficar agitado, não tinha relógio, não tinha nada para poder ver quanto tempo se passava. Eu observava o Sol, e assim deduzia qual momento do dia era. Fiquei dois dias ali, sem sair, não fiquei com fome, nem com sede, havia um pequeno banquete naquela suíte. Na manhã do terceiro dia, ela entrou, me beijou novamente, não sei, mas acho que ela não me beijou, o certo a dizer é que nós nos beijamos. Logo depois, ela me disse que faltava pouco tempo para me tirar dali, e colocou um porta retrato sem foto na parede.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O segredo de Elly...


          Nunca fui de ficar curioso, mas aquela senhora sempre me deixou com essa sensação e vontade de querer saber o que se passava na verdade. Não sei o que via, pois ela era uma mulher de aproximadamente quarenta anos, cabelos ruivos, tingidos, olhos extremamente negros e sempre se vestia de cores claras, principalmente branco.
          Costumava vê-la todos os dias, no mesmo horário, sempre que passava na esquina da pracinha ela estava colocando uma flor ao lado de um banco. Nunca havia falado direito com ela, mas como nos víamos rotineiramente costumávamos ao menos nos cumprimentar. Eu com meus pensamentos da idade, acreditava que ela era apenas uma pobre viúva.
          Comecei a me interessar cada vez mais por aquele certo mistério que parecia uma coisa besta para os outros, meus amigos me diziam que eu estava querendo a mulher de corpo e alma, mas fora as brincadeiras deles, eu realmente me interessava, não por ela, mas pelo que ela escondia.
          Descobri onde ela morava, onde ia de manhã, de tarde, de noite, os horários em que a casa ficava sozinha, quem trabalhava lá, que horas saiam, e também descobri que ela sempre voltava com um bombom na mão depois que fazia seu ‘ritual’ na pracinha. Certo dia criei coragem e resolvi entrar na casa dela, mas tinha que ser tudo bem planejado, nada daria errado.
           Entrei lá, uma casa aparentemente normal, até que eu achei uma escada, que levava a uma porta estreita, porém estava trancada, voltei a sala, pois lembrei de ter visto uma chave em cima da mesa principal. O coração batia mais forte, minhas mãos geladas, e cada vez mais assustado e ao mesmo tempo com muita curiosidade, meus olhos se esquivavam rapidamente, atentos a cada movimento, sentia o vento mais gelado, e a respiração cada vez mais forte, criei coragem e em uma só sacada abri a porta, dei de cara com um santuário, onde havia um esqueleto.
           Cheguei mais perto, e vi uma plaqueta com os dizeres “ Aqui se encontra o homem que mais amei, e por amor eu mesma o matei.” , quando eu li aquilo foi espontâneo olhar para os lados e conferir o ambiente, e encontrei uma estante cheia de bombons, logo pensei que o homem era apaixonado por chocolate. Quando no meio de tanta obscuridade, medo e uma sensação terrivelmente estranha, eu fiquei com uma imensa vontade de comer um bombom, e quando ia saindo do quarto com um pedaço já na boca, dou de cara com Elly, meu coração disparou, tudo ficou escuro.  Agora, acabei de acordar na minha cama, não sei se tudo isso é fruto da minha imaginação ou se realmente aconteceu. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Flor, um beijo, uma porta e o Lobisomem


          Naquele dia fazia frio, não um frio comum, mas um frio sombrio, com ar de novidade, e sensação de desumanidade. Flor morava em um vilarejo, com poucas crianças, ali ter um filho era pedir para sofrer o dobro, e quem tinha dois, tinha duas alternativas, ou se matava, ou matava a criança.
          O sonho dela era poder ter um filho, um marido e uma casa para morar, mas antes disso desejava ter comida para sempre, povo humilde, e com necessidades, de alimento, de vestimentas, de educação e de cultura, isso ali era basicamente lendas, tudo que eles sabiam, tudo que eles viviam era baseado em histórias antigas.
          Uma das mais polêmicas fábulas falava sobre os lobisomens, seres malignos, que segundo o povo, não merecem perdão, pois quando chega lua cheia dizem que ficam agressivos, e possuídos por anjos do mal, e se ao estado normal já eram irracionais, nesses dias se tornavam reais feras sombrias. E isso ia mais além, contavam também que antes de serem lobisomens eram um grupo de rapazes que se dedicavam a vida espiritual, e que por isso não podiam ter mulheres.
          Flor era aventureira, não gostava da vida pacata que suas irmãs e amigas tinham, então um dia resolveu ir para uma floresta, aonde sempre ia, e colhia ervas e observava as borboletas. Naquele dia ela ouviu um barulho estranho, logo correu para se esconder, ela viu um homem com roupas sujas e rasgadas. Com todo aquele cenário assustador, ela ia ficando com mais medo, e sem perceber perdeu o jovem de vista. Quando ela ia se levantar para ir embora, deu de cara com o homem, caiu de susto mas ele logo a ajudou a se recompor. Sem mais nem menos a garota saiu correndo para casa.
          Não voltou lá, fisicamente, pois mentalmente ela não conseguia deixar de pensar, havia achado o rapaz lindo, uma beleza que não se encontrava no vilarejo. Passaram-se três dias, e resolveu ir na floresta, no mesmo lugar, e sim, ela o encontro sentado. Ele a disse que estava a esperando, e que tinha visto os dois juntos ali em uma visão. Como todos devem imaginar, sim, eles começaram um romance. Porém em um certo dia ela insistiu para ele conhecer seu lar, e nesse momento ele revelou-lhe um segredo, ele era um lobisomem.
          Novamente, com medo, ela correu, mas ele a segurou, e assegurou que nada importava mais, só o amor entre eles. Então, depois de muito tempo, de um juramento que ele havia feito quando ainda era do grupo religioso, o beijo entre eles aconteceu. Isso era o fim de uma era, tanto para ele quanto para ela. Continuaram se encontrando.
          Tempos depois, o povo do vilarejo descobriu tudo, e falaram que deveriam sacrificar o casal, em estado de pânico ela entrou floresta a dentro, e se encontro com o Lobisomem, pessoas correndo atrás deles, e eles atrás de uma saída. Quando estavam em uma outra parte da floresta, avistaram uma porta, e o homem tirou uma corrente do pescoço, onde tinha um chave, e explicou, que nunca foi recomendado que entrassem naquela passagem, e que desde o tempo  do grupo religioso só uma pessoa entrou, e como maldição, todos os outro viraram esses seres que são uma mistura de lobos com homens. Ele a garantiu que naquela porta a solução encontrariam, mas que não poderiam saber o que aconteceria com os outro que ficassem para trás. Ela aceitou a proposta, se juntos com apenas um passo, entraram naquela porta, passando de uma dimensão para outra, como em um passe de mágica.