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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Meus erros



Faz algum tempo que penso em escrever esse post, pois quero começar a postar com frequência novamente. Esse é apenas um texto para comentar sobre tudo que está aqui no Retcência, em especial os textos de minha autoria.
Não tenho vergonha em admitir que existem muitos erros nos textos anteriores, alguns que até mesmo eu me pergunto como pude errar algo tão simples. Já pensei em começar a fazer as correções, post à post, mas sempre fico na dúvida pela seguinte questão: arrumar tudo ou deixar como está e ver a evolução dos materiais que divulgo?
Acredito que ver seus erros pode ajudar em grande parte no processo de aperfeiçoamento, e talvez se eu corrigir todos os antigos erros, eu mesma me perca e não tenha controle do que continuo errando, do que precisa ser melhorado e do que eu já melhorei.
Então, à você aí do outro lado que está lendo esse post, não me julgue pelos erros banais, sejam eles de ortografia, coerência ou até mesmo em relação à disposição do conteúdo visual. Sei que vão ter pessoas que vão ler os textos e poemas já procurando os erros, e se encontrar, tudo bem, só continue acessando o blog, para ver meu possível aperfeiçoamento.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sonho de uma paixão na multidão




E no meio de toda aquela confusão, nossos corpos se encontraram, estávamos forçados a estar ali, com nossos rostos tão próximos a ponto de eu sentir sua respiração, que era quente. E naquele embalo de proximidade, nossas bocas se encontraram, e o tempo congelou, como em filmes.
Já não correspondíamos ao que estava acontecendo ao redor, apenas estávamos nos amando, amando aquele momento, amando estarmos entregues aos movimentos involuntários de nossos corpos.
Tudo acabou quando a multidão começou a nos afastar, e de repente eu só conseguia ver vultos em meio a tanta fumaça. E foi ficando cada vez mais cinza, cinza, escurecendo, e uma imensa escuridão tomou conta de meus olhos e mente.
Acordei em um hospital, com uma roupa branca, e tudo o que lembrava era de como meus lábios se encaixavam perfeitamente nos dele. Um sonho bom, às vezes é tudo o que a vida nos dá, e há ainda aqueles que depois de um tempo, sem nenhuma explicação, continuam.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tudo que ele colecionou.



            Desde que nos conhecemos vejo o quanto ele teve que lutar por você, o quanto teve que estar longe dos outros para estar ao seu lado, como foi contra os que falavam que não iria dar certo. Os que no fundo só viam a verdade, verdade esta que eu também via.
            Mas apoiei essa loucura, ajudei nas surpresas que foram feitas para a menina dos sonhos dele. Dei conselhos, falei do que uma garota realmente gosta, ou do que pelo menos eu queria que alguém fizesse por mim, o que eu queria que ele fizesse por mim. Mas seus olhos só viam Ana, seu ar era composto por Ana, seus passos eram movidos por Ana.
            No dia em que o previsto aconteceu, tudo o que ele colecionou não tinha mais sentido, todas as lembranças passaram a ser um peso que aumentava cada dia mais em sua mente.

   E mais uma vez eu estava ali, pronta para ajuda-lo, aquilo doía, em mim e nele. Na minha parte por ver todo aquele sofrimento, e também por perceber que o que eu sentia por ele havia mudado.  Na parte dele por ver que todos só queriam evitar tudo aquilo, só queriam que ele não juntasse o que não lhe teria utilidade. 

domingo, 5 de maio de 2013

Uma noite, dois mundos.





          Sempre foi um garoto normal, descolado e por incrível que pareça não era popular. Sua rotina era ir para escola e ficar o resto do dia treinando.
          Como era de boa aparência, conquistava olhares, porém seu coração tinha dona, e o nome dela era Fabiana, mais conhecida como Faby, uma bela e atraente jovem completamente apaixonada.
          Renan sempre foi fiel a sua namorada, até começar a sonhar com uma mulher espetacularmente linda, isso se repetiu durante a semana toda, e ele, inocentemente, pensava que era apenas coisa de sua cabeça.
          Num desses sonhos, a mulher oferecia-lhe um amuleto, e para surpresa dele, quando acordou o presente estava ao seu lado junto com um bilhete que dizia: “Ah Querido, nosso tempo acabou por essa noite, mas com esse colar nos encontraremos mais cedo do que você imagina!” 

domingo, 17 de março de 2013

Desconectando...




          Quanto tempo já dediquei meus pensamentos em ti. Quantas vezes fiquei acordada imaginando nosso futuro, quantas madrugadas fiquei esperando um sms e quanta coisa eu perdi para esperar você dar ao menos uma chance para nós. Me lembro de tudo, tudo o que senti, tudo o que sofri, me lembro do tanto que me iludi.
          Hoje eu dou graças a Deus por apenas lembrar, e não viver mais tudo aquilo. Pessoas legais estão na minha vida agora, sempre estiveram, mas só abri a porta para elas hoje, porque fechei a que estava te esperando. Não estou me sentindo mal, só me sinto leve, como se um peso fosse sido arrancado de mim, e posso garantir o quanto isso é bom.
          Você marcou uma fase da minha vida, mas essa fase acabou. Acho que agora sim estou me desconectando de ti. Não sei como vai ser daqui para frente, só sei que tu não estará aqui pra ver. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Não passou de fogo de palha...




          Lembro até hoje, foi minha primeira experiência amorosa, a como eu era feliz, e boba, muito boba. Nos conhecemos no Maré, um bar famoso naquele tempo, estava com um vestido e cabelo solto, ele usava uma jaqueta de couro, era do tipo badboy, e também do tipo galã. Foi ali que tudo começou, mas para variar, minha mãe disse que não era apropriado um garota da minha idade namorar.
          Como tudo que é proibido é mais atraente, e como sempre gostei de emoção, comecei a encontra-lo mais vezes, e quando vi já estava totalmente apaixonada por ele, fazíamos planos, juramos nos casar, teríamos apenas um filho e nossa casa seria de frente para um lago. Tudo era mil maravilhas, cada proibição era um motivo a mais para nos aproximar.
          Passaram-se dois meses, e minha mãe, como não tinha controle da situação, liberou o romance, depois disso, tudo começou a ser diferente, parecia que tínhamos obrigação com tudo, e os planos já não existiam mais. Lembro desse namorico até hoje, mas sei que aquilo não passou de fogo de palha, e às vezes são coisas desse tipo que marcam sua memória. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Palavras Incertas...




          Quase três da tarde e eu ainda pensava naquela manhã, escola, rotina normal, e ele seguindo a vida dele, não sei como consegue ser tão perfeito. Minha obsessão crescia a cada dia, na verdade não era bem obsessão, era dependência, vício dele, e como vícios vão aumentando cada vez mais, o meu também foi.
          Não suportava só vê-lo, eu tinha que tocar aquele rosto, abraçar aquele corpo, e sem dúvidas beijar aquela boca. Na mente era tudo mil maravilhas, eu sonhava, me realizava, mas quando lembrava que aquilo era apenas minha imaginação tudo voltava a ser como era. Já era algo maior que eu, um sentimento que me sufocava.
          E tudo isso foi indo, e quando vi já tinha se passado um bimestre e eu com aquela paixão por um garoto que nunca nem falou comigo. Havia duas alternativas para minha situação, ou chegava nele e contava oque estava se passando, ou aceitava que era apenas uma paixão platônica.
          Já que estava vivendo aquela loucura, resolvi abrir o jogo, e no dia seguinte, eu toda estabanada, cheguei nele, e com palavras incertas se passando em minha cabeça, só consegui falar: “Oi, meu nome é Amanda”. Ele ficou parado, sem entender, mas disse: “Oi Amanda”. Eu, mais tonta do que o normal só arranjei uma frase para falar: “Você tem régua para me emprestar?”. Ele tinha, e me emprestou, fiquei me consolando mentalmente, pelo menos teria que voltar a falar com ele quando fosse devolver a régua. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Só não me deixe partir...




          Sei que já vivemos muito, não uma vida toda, mas tenho certeza que muita coisa passamos juntos. Já disse que não te amava mais, mas amo. Você me vem com histórias, falando que nosso tempo acabou, que nosso amor já passou do tempo (amor tem tempo?) e sempre digo que não, que temos que tentar mais um pouco, e você cede, e recomeçamos tudo de onde paramos.
          Hoje não é assim, agora quem dá pití sou eu, quem chega com blábláblá sou eu, eu começo o final da história, e faço com gosto. Cansei, cansei de ficar falando que tínhamos que continuar. Tu deve pensar que quero mesmo acabar com tudo, mas não, eu cansei de falar ‘fica comigo’, agora eu só quero ouvir ao menos uma vez isso de você.
          Não acredite em minhas palavras, são pensadas com rapidez, faladas com drama, e ainda por cima, têm significado oposto, não quero partir. Não me deixe ir, não fale que nossa história foi linda, diga que ela é e vai continuar sendo. Ou então não faça nada, só me segure e não me deixe partir.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Essa F.D.P. na minha vida...




   Fica me perseguindo, me faz pensar nas coisas belas que me aconteceram, isso mesmo, que aconteceram, não acontecem mais, o tempo passa, e você não é mais quem era, e não faz mais o que fazia, e muito menos vive o que vivia. Mas essa F.D.P. continua na minha memória. Não vai sair, por mais que me magoe pensar em alguns acontecimentos, não muda o fato de tudo ter valido a pena.
   Quando eu dei meu primeiro beijo, ela estava lá, e quando meu pai apareceu com aquela moto velha como presente nos meus dezoito anos, sim, lá estava ela de novo, na verdade hoje ela é maior, tudo que faz parte dela é mais emocionante hoje, e essa coisa de ficar aparecendo em meus pensamentos, coisa dela, acho que ela nunca vai me deixar em paz.
   Essa Felicidade Do Passado na minha vida é algo que me deixa mais forte, faz que detalhes que antes nem ligava, hoje se tornem peças chaves para minha alegria. E vai crescendo, cada história que passa, trato logo de colocar nela, porque o que vale são as lembranças que mais cedo ou mais tarde vão fazer parte dessa F.D.P.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O segredo de Elly- Parte 2


          Passaram-se dias, e eu não tinha certeza ainda se meu sonho era realidade, tudo pareceu tão real, tão vivo. Com essa dúvida que não saia de minha cabeça, tomei uma decisão, eu só saberia se tudo aquilo era verdade se entrasse naquela casa, pela primeira vez, ou quem sabe a segunda. Isso eu iria descobrir.
          Dois dias depois criei coragem e fui. Como tinha em mente todos os detalhes do estranho sonho, eu fui direto a porta, que por sinal estava trancada. Procurei a chave, não estava no mesmo lugar, mas mesmo assim consegui acha-la, então abri e entrei. Fiquei assustado ao perceber que não tinha sido um sonho, e sim uma lembrança, uma lembrança real de algo que eu vivi.
          Não suportei pensar no que poderia acontecer se Elly me pegasse ali de novo. Fechei a porta, coloquei a chave no lugar, e quando ia ao encontro da porta de saída, ela estava de pé, com um bombom na mão. E logo me disse:
          -Gosta de bombons caro garoto?!
          E com a voz tremula de medo respondi:
          - Sim.
          Ela me deu o chocolate, e com apenas um gesto me chamou para sentar no sofá, com receio de recusar aceitei, ela começou a contar de como ela era, contou-me sua adolescência completa. E eu nem se quer respirava direito, a tensão tomava cada vez mais conta de meu corpo, eu não pensava, não falava, apenas ficava atento a cada movimento dela, pois qualquer reação estranha seria um sinal para me defender.
          De uma forma muito estranha ela demonstrava um carinho especial por mim. Pensei que isso seria um bom sinal, pois assim não correria tantos riscos, só que nem sempre tudo é como pensamos. Elly me convidou, na verdade me intimou, a entrar em um outro cômodo da casa, sem dizer nada me abraçou e me beijou, e do mesmo jeito me trancou naquele quarto e saiu.
          Aquilo foi horrível, um beijo, não um beijinho, um beijo, isso que tinha acontecido, e por algum motivo eu retribui aquele ato, não conseguia acreditar que tudo não passava de um sonho. Fiquei calmo, não me adiantaria de nada ficar agitado, não tinha relógio, não tinha nada para poder ver quanto tempo se passava. Eu observava o Sol, e assim deduzia qual momento do dia era. Fiquei dois dias ali, sem sair, não fiquei com fome, nem com sede, havia um pequeno banquete naquela suíte. Na manhã do terceiro dia, ela entrou, me beijou novamente, não sei, mas acho que ela não me beijou, o certo a dizer é que nós nos beijamos. Logo depois, ela me disse que faltava pouco tempo para me tirar dali, e colocou um porta retrato sem foto na parede.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não Morra...



Por que já vai?!
Fique mais um pouco.
Que lhe custa me amar?
Talvez a solução não seja não falar,
Tu não percebe que isso só vem a me magoar.
Queria ver-te viva.
Presente em minha vida.
Nos meus pensamentos, tu é exclusiva.
Ver as estrelas,
Dar seus último suspiro.
Não que vá morrer,
Apenas queira renascer.
Nascendo como minha,
E jamais do mundo,
Pois o mundo te magoaria,
E eu já mais suportaria.
Não digo que és minha flor,
Pois flores morrem,
E como já disse,
Não quero que morra.
Então sei que és esperança,
Me iludo com isso,
Pois dizem:
A esperança é a última que morre.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Des(apego)...


          
          Uma palavra tão simples, com um significado tão grande, tão forte e as vezes tão polêmicos em nossas mentes. Tem coisas que pensamos ‘ah eu não viveria sem isso’, mas nunca ao menos tentamos ficar sem elas por um mês, e o pior é que muitas das vezes nem usamos essas coisas.
          Eu por exemplo, tenho meus brinquedos guardados até hoje, pois sempre que falo vou doar, acabo separando uns e outro só, cada vez que abro aquela caixa, lembro de cada brincadeira, cada risada, cada amigo que estava naquela época. Agora eu tenho só alguns, para mim, e muitos, segundo meu pai. Porém fico mais tranquila, quando minhas irmãs crescerem elas vão brincar com todos eles.
          O mesmo acontece com meus cadernos, folhas de fichário, livros escolares e apostilas. Esse ano doei a maioria, ainda tenho um caderno de cada ano, para guardar e lembrar de todos. E as bolsas? Quem não guarda, no caso das mulheres, é tão difícil fazer isso, porque muitas pensam ‘não vou doar essa porque ainda vai ter uma festa para usar’. Tudo bem, são objetos, mas e quando tudo isso se trata de pessoas?
          Já pensou que você talvez faça o mesmo com seres humanos como você, que tu pode estar guardando eles do seu lado sem utilizar, esperando a ocasião que você irá precisar deles? Isso é algo muito comum, sem perceber fazemos coisas do tipo, com amigos e colegas. Então a melhor coisa para tudo isso é o despego, não pode ser a melhor opção para as pessoas, creio que para seres vivos ao em vez disso deva-se apegar e aproveitar cada instante, quanto as coisas materiais, sei que é difícil, eu disseque sofro disso também, mas vá deixando tudo aos poucos, vai funcionar e você nem vai sentir nada.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Offline




00:01
Oi, é você não entrou no chat hoje, estava esperando até agora, mas o sono bateu, e você não me respondeu. Vou dormir, isso se eu conseguir, não sabes o quanto é difícil, ficar sem falar com você, e o pior, ver que minha ausência, você nem ao menos consegue perceber. Acho que já deu por hoje. Beijos Boa Noite.

00:47
Não consigo dormir. Não sei o motivo, sei sim, mas me iludo dizendo que não sei para sofrer menos. Assim é mais fácil. E mais doloroso. Tanto faz, nada importa. Agora eu não volto mais. Tchau.

01:34
Por que faz isso comigo?! Não sabe que é crime invadir domicílio? Minha mente é minha, então saia dela, pois não te dei permissão para ficar abusando dela. Não quero ter que voltar aqui, já estou sem paciência, não sei o que eu fiz para merecer isso, não entendo, não quero entender também. Vou indo, senão vou falar a que não devo.

01:36
É eu falei o que não deveria, desculpe-me. Desculpe essa falta de capacidade de esquecer quem não me quer. Essa falta de consciência, consciência, isso mesmo, falta de consciência. Não sei nem se você vai se dar ao trabalho de visualizar isso tudo, então...

04:57
Acredita que eu nem dormi hoje, e garoto, para de fazer isso. Tomara que você esteja dormindo bem, melhor ainda, tomara que você esteja tendo um belo pesadelo.

05:48
Já deve estar amanhecendo lá fora, que bom, mais um dia começou. Ah, por favor, esquece tudo que eu disse, ou escrevi. Só leve em consideração que eu me sinto mal por não ter seu amor por completo, e que se for para sermos apenas amigos, que se torne aquela amizade onde um não vive sem o outro. Beijos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O segredo de Elly...


          Nunca fui de ficar curioso, mas aquela senhora sempre me deixou com essa sensação e vontade de querer saber o que se passava na verdade. Não sei o que via, pois ela era uma mulher de aproximadamente quarenta anos, cabelos ruivos, tingidos, olhos extremamente negros e sempre se vestia de cores claras, principalmente branco.
          Costumava vê-la todos os dias, no mesmo horário, sempre que passava na esquina da pracinha ela estava colocando uma flor ao lado de um banco. Nunca havia falado direito com ela, mas como nos víamos rotineiramente costumávamos ao menos nos cumprimentar. Eu com meus pensamentos da idade, acreditava que ela era apenas uma pobre viúva.
          Comecei a me interessar cada vez mais por aquele certo mistério que parecia uma coisa besta para os outros, meus amigos me diziam que eu estava querendo a mulher de corpo e alma, mas fora as brincadeiras deles, eu realmente me interessava, não por ela, mas pelo que ela escondia.
          Descobri onde ela morava, onde ia de manhã, de tarde, de noite, os horários em que a casa ficava sozinha, quem trabalhava lá, que horas saiam, e também descobri que ela sempre voltava com um bombom na mão depois que fazia seu ‘ritual’ na pracinha. Certo dia criei coragem e resolvi entrar na casa dela, mas tinha que ser tudo bem planejado, nada daria errado.
           Entrei lá, uma casa aparentemente normal, até que eu achei uma escada, que levava a uma porta estreita, porém estava trancada, voltei a sala, pois lembrei de ter visto uma chave em cima da mesa principal. O coração batia mais forte, minhas mãos geladas, e cada vez mais assustado e ao mesmo tempo com muita curiosidade, meus olhos se esquivavam rapidamente, atentos a cada movimento, sentia o vento mais gelado, e a respiração cada vez mais forte, criei coragem e em uma só sacada abri a porta, dei de cara com um santuário, onde havia um esqueleto.
           Cheguei mais perto, e vi uma plaqueta com os dizeres “ Aqui se encontra o homem que mais amei, e por amor eu mesma o matei.” , quando eu li aquilo foi espontâneo olhar para os lados e conferir o ambiente, e encontrei uma estante cheia de bombons, logo pensei que o homem era apaixonado por chocolate. Quando no meio de tanta obscuridade, medo e uma sensação terrivelmente estranha, eu fiquei com uma imensa vontade de comer um bombom, e quando ia saindo do quarto com um pedaço já na boca, dou de cara com Elly, meu coração disparou, tudo ficou escuro.  Agora, acabei de acordar na minha cama, não sei se tudo isso é fruto da minha imaginação ou se realmente aconteceu. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Flor, um beijo, uma porta e o Lobisomem


          Naquele dia fazia frio, não um frio comum, mas um frio sombrio, com ar de novidade, e sensação de desumanidade. Flor morava em um vilarejo, com poucas crianças, ali ter um filho era pedir para sofrer o dobro, e quem tinha dois, tinha duas alternativas, ou se matava, ou matava a criança.
          O sonho dela era poder ter um filho, um marido e uma casa para morar, mas antes disso desejava ter comida para sempre, povo humilde, e com necessidades, de alimento, de vestimentas, de educação e de cultura, isso ali era basicamente lendas, tudo que eles sabiam, tudo que eles viviam era baseado em histórias antigas.
          Uma das mais polêmicas fábulas falava sobre os lobisomens, seres malignos, que segundo o povo, não merecem perdão, pois quando chega lua cheia dizem que ficam agressivos, e possuídos por anjos do mal, e se ao estado normal já eram irracionais, nesses dias se tornavam reais feras sombrias. E isso ia mais além, contavam também que antes de serem lobisomens eram um grupo de rapazes que se dedicavam a vida espiritual, e que por isso não podiam ter mulheres.
          Flor era aventureira, não gostava da vida pacata que suas irmãs e amigas tinham, então um dia resolveu ir para uma floresta, aonde sempre ia, e colhia ervas e observava as borboletas. Naquele dia ela ouviu um barulho estranho, logo correu para se esconder, ela viu um homem com roupas sujas e rasgadas. Com todo aquele cenário assustador, ela ia ficando com mais medo, e sem perceber perdeu o jovem de vista. Quando ela ia se levantar para ir embora, deu de cara com o homem, caiu de susto mas ele logo a ajudou a se recompor. Sem mais nem menos a garota saiu correndo para casa.
          Não voltou lá, fisicamente, pois mentalmente ela não conseguia deixar de pensar, havia achado o rapaz lindo, uma beleza que não se encontrava no vilarejo. Passaram-se três dias, e resolveu ir na floresta, no mesmo lugar, e sim, ela o encontro sentado. Ele a disse que estava a esperando, e que tinha visto os dois juntos ali em uma visão. Como todos devem imaginar, sim, eles começaram um romance. Porém em um certo dia ela insistiu para ele conhecer seu lar, e nesse momento ele revelou-lhe um segredo, ele era um lobisomem.
          Novamente, com medo, ela correu, mas ele a segurou, e assegurou que nada importava mais, só o amor entre eles. Então, depois de muito tempo, de um juramento que ele havia feito quando ainda era do grupo religioso, o beijo entre eles aconteceu. Isso era o fim de uma era, tanto para ele quanto para ela. Continuaram se encontrando.
          Tempos depois, o povo do vilarejo descobriu tudo, e falaram que deveriam sacrificar o casal, em estado de pânico ela entrou floresta a dentro, e se encontro com o Lobisomem, pessoas correndo atrás deles, e eles atrás de uma saída. Quando estavam em uma outra parte da floresta, avistaram uma porta, e o homem tirou uma corrente do pescoço, onde tinha um chave, e explicou, que nunca foi recomendado que entrassem naquela passagem, e que desde o tempo  do grupo religioso só uma pessoa entrou, e como maldição, todos os outro viraram esses seres que são uma mistura de lobos com homens. Ele a garantiu que naquela porta a solução encontrariam, mas que não poderiam saber o que aconteceria com os outro que ficassem para trás. Ela aceitou a proposta, se juntos com apenas um passo, entraram naquela porta, passando de uma dimensão para outra, como em um passe de mágica. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Era uma rotina...


          
          Ali estava ela, com pressa, tinha que pegar aquele metrô, atrasada como de costume, e distraída como sempre foi. No meio daquela multidão de horário de pico, ela entrou. Mal tinha reparado que se sentou do lado de um carinha muito lindo, usava óculos, camiseta de banda e tinha um livro nas mãos.
          Ela era do tipo de pessoa que não para, faz tudo que tem que fazer, porque tem que fazer, porque aquilo é o certo a fazer, muitas vezes ela esquecia que viver é ser feliz, é correr atrás da paz, e apostar nas paixões. Perdeu boa parte da adolescência procurando uma forma de se destacar na faculdade, conseguiu, mas jamais conheceu o lado divertidamente louco da vida. Entrar, sentar, esperar a estação chegar, era só isso que ela fazia no metrô, nem um olhar panorâmico ela dava, era centrada, até de mais.
          Já ele não, curtia a vida, era vocalista, sempre sonhou em montar uma banda, na escola era o popular, ganha a vida fazendo showzinhos em bar. Doou toda a adolescência para a diversão, e doa a vida de jovem agora. Faz de um instante uma eternidade, e com sua inquietude olha cada detalhe.
          Quem um dia diria que eles ficariam juntos? Mas foi assim, cada um com sua personalidade, seu jeito, seu sonho, e o mais incrível, naquele dia, a rotina dela mudou, ninguém imaginava que aquela garota ficaria fascinada com outra realidade, que para ela, era só um sonho, que acabava quando seus próprios olhos abriam.
          A partir daquele dia, ela percebeu que o destino existe, e que Deus controla ele, que mudanças acontecem naturalmente, e quando você menos espera, algo vem e te surpreende. Aprendeu que numa rotina existem detalhes, que se passarem despercebidos, podem causar grande decepção no futuro, e que ao olhar especialmente para eles, pode-se descobrir uma grande emoção.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bat(idas)...

          
          Desde pequena, sei que morremos, e que isso é uma certeza, apenas uma das que temos que ter guardadas em nossas mentes. Sabe, um dia tive um sonho, eu devei ter meus seis anos, sim eu lembro dessa época, no sonho minha mãe morria, fiquei desesperada, minha mãe ia ao banheiro e eu ia espera-la na porta, para ter certeza que ela voltaria. Foram duas semanas perturbante, mas eu entendi que ela não iria morrer naqueles dias, Graças a Deus! 
          Cai entre nós até hoje tenho medo do dia em que alguém próximo morrerá. Fico imaginando o quão triste ficarei, e ao mesmo tempo, se a pessoa morrerá feliz. Estranho pensar isso, mas mais estranho do que isso é simplesmente não gostar de ouvir as batidas do coração, tanto as minhas, quanto a de qualquer outra pessoa.
          Tenho receio de do nada, elas pararem, é bobagem para alguns, mas e se você estiver deitada no colo do seu amigo e ouvindo as batidas do coração dele, e não ouvir mais nada. Qual seria sua reação? Seu pensamento provavelmente seria "isso não está acontecendo", mas estaria. Não sei se isso já aconteceu, deve ter acontecido com alguém já, pois hoje em dia nada mais é novo, nada mais é totalmente inovador, praticamente.
          Sei que o quanto mais eu puder me afastar desse som melhor, assim tenho a sensação que não posso saber da morte, que ela não está tão perto. Também sei que isso é só uma forma de me iludir, mas fazer o que, a vida é feita de ilusões. Aqui estou eu imaginando um noite perfeita com meus amigos, mas a realidade é que é apenas mais uma noite fria e chuvosa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eu mulher com lembranças de adolescentes...


É, eu estava naqueles dias sabe? aqueles que não dá vontade de fazer nada, esses que vivem nos perseguindo. Não faz diferença, agora estou bem, tão bem que resolvi voltar no tempo, fiquei deitada o dia todo, lembrando. Como é bom ser adolescente, como era bom, afinal passei dessa fase. Agora a vida é baseada na faculdade, e na procura de um estágio.
Lembrei de como eu era boba, fazia questão de ser legal, mas ser estranha, de não aceitar a sociedade, de não querer ser da sociedade, isso agora é bobagem, hoje, eu quero fazer a sociedade. E minhas roupas? nossa, nem comento, eram tão, tão, tão confortáveis, minha calça jeans, minha blusinha de alça, meu tênis esportivo, amava meu estilo, se é que eu tinha estilo, só era o meu jeito.
Meu diário, lembrei dele, fui procura-lo na minha caixa de coisas antigas, ele estava lá, intacto, abri, folheei, e acabei descobrindo que era mais um livreto de ilustrações, pois eu não escrevia sobre meu dia, eu desenhava meus sonhos. Foi engraçado, e mistico, eu conseguindo lembrar de cada significado, como se eu tivesse feito tudo semana passada.
No meio de tanta traqueira achei uma foto, minha e de um garoto, minha paixão de adolescência, lembrei do meu primeiro beijo, e lembrei que até agora, foi o pior (risos), agora já se passaram tantos que nem me lembro, mas esse menino me fez suspirar, paixonites e paixonites, eu era aquela que queria um conto de fadas, uma história romântica.
Fiquei ali por mais de duas horas, só lembrando da minha vida ontem, e da minha vida hoje. Quando me dei conta do horário, pulei da cama, estava atrasada, e ainda teria que tomar banho, vestir uma roupa, passar maquiagem, organizar a pasta, e correr para o metrô, agora é tudo muito corrido, mas é assim.    

domingo, 28 de outubro de 2012

Aquele Garoto Normal...



Sua voz é magnética
É algo impressionante
Seu olhar estético
Que te deixa falante
Não é santinho
Se deu vontade sai fazendo
Ele tem uma certa riqueza
O que não faz diferença
Pois ele também tem suas fraquezas
Quer o mundo e mais um pouco
Vai agindo como um louco
Não tem religião
Mas é devoto a Deus
Ama tentar ser diferente
Essa é sua fixação
Não se apaixona fácil
Acredita que isso é bobeira
Ele ama cada dia
Mas prefere segundas-feiras
Se faz de estranho
Quando na verdade é normal
Têm sonhos de criança
Vive na adolescência
Odeia pensar como adulto
E sempre leva esperança
Seu super-herói favorito
Não come verdura
E arranja discussão quando falam
Que comer doce não é bom
Na sua mente isso é ditadura
A música se transforma em terapia
E andar de bicicleta
É como ganhar alforria
Esse garoto tem futuro
É um sonhador nato
Se ele vai conseguir o que quer?
Vai sim!
Isso é fato!  

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Maria vai vivendo.



Sábado de tarde, acho que umas quatro horas e pouco, me bateu uma vontade de fazer algo diferente, desafiador, que eu não pudesse imaginar. Liguei pra minha melhor amiga, perguntei se ela tinha uma ideia, ela disse que não, logo em seguida e disse que seria uma boa ideia viajar para um lugar que eu não soubesse nada, agradeci e desliguei. Achei um bom negócio, resolvi ir, tinha três problemas, dinheiro, idade e para onde ir.
Com apenas quinze anos não possuía uma grande quantia em dinheiro, eu tinha uma poupança, daquelas que só os pais mexem, daí eu pensava, porque é minha se eu não posso fazer nada. Consegui achar míseros duzentos reais, essa grana pagaria minha passagem, e o que viesse  pela frente. Quanto a idade, eu falaria que iria visitar uma tia, e isso bastava para enganar o motorista. Decidir ir para uma cidadezinha chamada Luzes, próxima da minha, porém pouco se ouvia falar dela, eu pelo menos não sabia nada de lá.
Fiz minha mala, na verdade uma mochila, com cinco mudas de roupa, uma toalha, e de calçado bastava meu tênis, coloquei também dois pacotes de biscoito, caso me desse fome, afinal não poderia gastar meu dinheiro com besteiras. Escrevi um bilhete para minha vó, falando que passaria uma semana na casa de uma amiga, e avisando que tudo estaria bem.
Tudo pronto. Mochila nas costas, dinheiro no bolso e fone no ouvido. Comprei a passagem, entrei no ônibus sem nenhuma complicação. Primeira parada, metade do ônibus desceu, segunda parada, quase todos já saíram, tinha apenas eu e uma família, com provavelmente o pai, a mãe, jovem os dois por sinal, e uma criança de aparentemente sete anos. Estaria tudo bem se a criança não tivesse pesadelos à noite, ela falava coisas relacionadas a um acidente, que o ônibus estava destinado a um grave acidente.
No dia seguinte, faltando apenas três horas e meia para chegarmos a Luzes, passamos por um acidente horrível, um caminhão bateu em um ônibus. Fiquei impressionada, e me perguntei como era possível, acabei ficando com a ideia de que era apenas um acaso. Ficaria mais tranquila se vinte minutos antes do desembarque o menininho não tivesse vindo até mim para avisar que deveria tomar cuidado com uma mulher bonita, e para que eu não me iludisse com coisas diferentes, teria que me afastar de tudo que me deixasse curiosa, e finalizando ele ainda disse que o melhor que eu faria era voltar para minha casa.
Fiquei assustada, porém não liguei, guardei aquelas palavras, mas não ficaria confusa. Pensei em voltar, mas acreditei que pudesse ser apenas paranoia do garotinho. Desci do ônibus, procurei uma pensão baratinha, achei uma perto da ponte. A cidade era bonitinha, só que de Luzes não tinha nada.