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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Só não me deixe partir...




          Sei que já vivemos muito, não uma vida toda, mas tenho certeza que muita coisa passamos juntos. Já disse que não te amava mais, mas amo. Você me vem com histórias, falando que nosso tempo acabou, que nosso amor já passou do tempo (amor tem tempo?) e sempre digo que não, que temos que tentar mais um pouco, e você cede, e recomeçamos tudo de onde paramos.
          Hoje não é assim, agora quem dá pití sou eu, quem chega com blábláblá sou eu, eu começo o final da história, e faço com gosto. Cansei, cansei de ficar falando que tínhamos que continuar. Tu deve pensar que quero mesmo acabar com tudo, mas não, eu cansei de falar ‘fica comigo’, agora eu só quero ouvir ao menos uma vez isso de você.
          Não acredite em minhas palavras, são pensadas com rapidez, faladas com drama, e ainda por cima, têm significado oposto, não quero partir. Não me deixe ir, não fale que nossa história foi linda, diga que ela é e vai continuar sendo. Ou então não faça nada, só me segure e não me deixe partir.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Essa F.D.P. na minha vida...




   Fica me perseguindo, me faz pensar nas coisas belas que me aconteceram, isso mesmo, que aconteceram, não acontecem mais, o tempo passa, e você não é mais quem era, e não faz mais o que fazia, e muito menos vive o que vivia. Mas essa F.D.P. continua na minha memória. Não vai sair, por mais que me magoe pensar em alguns acontecimentos, não muda o fato de tudo ter valido a pena.
   Quando eu dei meu primeiro beijo, ela estava lá, e quando meu pai apareceu com aquela moto velha como presente nos meus dezoito anos, sim, lá estava ela de novo, na verdade hoje ela é maior, tudo que faz parte dela é mais emocionante hoje, e essa coisa de ficar aparecendo em meus pensamentos, coisa dela, acho que ela nunca vai me deixar em paz.
   Essa Felicidade Do Passado na minha vida é algo que me deixa mais forte, faz que detalhes que antes nem ligava, hoje se tornem peças chaves para minha alegria. E vai crescendo, cada história que passa, trato logo de colocar nela, porque o que vale são as lembranças que mais cedo ou mais tarde vão fazer parte dessa F.D.P.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Suicídio por Amor.


          

           Chamava-se Laile, Laile Ramos, uma garota normal, com uma vida preciosa, filha de pais da sociedade, menina proprietária de tudo que se possa querer na idade dela. Estudava na melhor escola da cidade, pública, porém, a mais concorrida da cidade. Éramos da mesma sala, terceiro ano do colegial, aquele era o ano mais esperado por qualquer estudante.
           Sempre foi a principal, tudo que ela fazia era motivo de festa, mas ainda assim pensava que não era tudo que ela tinha, eu assistia aqueles filmes norte americano, gente assim nunca é feliz, nunca é totalmente feliz. Época em que a internet já era conhecida, mas como tudo novo, só os bons podiam ter aquela tecnologia. Minha família não era das mais ricas, mas nós possuíamos internet, e tinha uma rede social que era febre, eu tinha, com uma identidade falsa, aquela era a chance de conhecer pessoas novas, ser quem eu queria ser, só tinha um problema, era tudo virtual, um sonho com limites.
          Isso tudo não importa, sei que virei amiga de Laile, e descobri que ela tinha uma louca paixão por um garoto, totalmente diferente dela, praticamente de mundos invertidos, não conseguia entender o porquê do fato. Apoiava esse desejo dela, embora isso me parecia uma grande ilusão, coisa de filme, impossível na vida real.
          Aquilo foi aumentando, e já não sabia mais o tamanho daquele sentimento, qualquer um daria tudo para ficar ao lado dela, mas ele não, achava que não tinha cabimento, que era brincadeira, que aquele amor tão surreal não passava de uma farsa. Amigas, só virtualmente, só que eu observa tudo de perto, como se não soubesse de nada. A garota parecia uma depressiva ambulante, totalmente ao contrário daquela Miss    Alegria que todos estavam acostumados.
          Chegaram as férias, e nossa formatura também, por internet ela havia contado que iria somente a colação de grau, mas algo aconteceu e não a vi lá. No dia seguinte quando abro meu e-mail vejo o seguinte texto:
        Oi querida amiga virtual,
Primeiro quero agradecer você, por tudo, cada noite que passou lendo minhas lamentações, pelos conselhos, realmente por tudo. Provavelmente deve estar lendo esse texto de manhã, a festa de formatura devia ter sido uma beleza, e você certamente estava linda, pena que você nunca me disse quem era, apenas disse que estaria lá, esta noite, apenas para me conhecer pessoalmente. Lamento por ter faltado, lamento por não dar uma chance para que pudéssemos nos conhecer. Agora deve ser tarde de mais, meus pais já devem ter descoberto minha escolha, e como te conto tudo, decidi me matar. Viver sem poder ter aquele rapaz seria desperdício, que adiantava eu ter de tudo, se não podia amar e ser amada. Talvez seja besteira minha ter feito essa escolha, mas agora é tarde. Espero que você tenha mais sorte que eu, que você consiga o que quer, sem sofrer com essa sociedade feita de padrões.
       Adeus, com muito carinho. 

sábado, 29 de dezembro de 2012

O segredo de Elly -Parte 3


          Vi aquele porta retrato e pensei em milhões de coisas, possibilidades. Não sei o porquê mas algo me dizia que aquilo não era boa coisa. Permaneci mais algumas horas ali, novamente ela entrou, deixou um conjunto de roupas, roupas refinadas, e sem esquivar-me nos beijamos de novo, isso estava se tornando prazeroso, não um prazer comum, um prazer mais gostoso, com gosto de proibição.
          Ela tirou minha roupa, e me observou, sim aquilo era um tanto quanto constrangedor para mim, embora eu fosse o mais popular da classe, tinha meninas de monte, eu nunca havia me deitado com uma delas, muito menos com uma mulher. Despiu-se também, e agora ela era observada, por meus olhos inquietos, agitados, esfomeados e cheios de medo, tensão e receio. Nada aconteceu, não nos tocamos nem nada, ela simplesmente me levou ao banheiro, e disse que em pouco tempo voltaria para me buscar, e me esperaria pronto e vestido com as roupas deixadas lá.
          Me aprontei, ela abriu a porta, me olhou, sorriu, e beijou-me, Elly estava linda, uma verdadeira rainha, com aquele vestido vermelho, cabelo preso, e um sorriso de ofuscar qualquer um. Fomos para a sala de jantar, um banquete, nenhum serviçal estava na casa, era eu e ela. Após tudo, fomos ao salão de festas, um lugar meio sombrio, escuro. Lá ela me falou:
          -Você é... Como se fosse meu primeiro amado, a única coisa que muda, é meu amor, que agora, é maior que antes.
          -A senhora não deve estar falando sério. Me amar? Não, isso não aconteceria.
          -Não duvide de mim garoto, quando eu quero algo, eu consigo. Vou libera-lo novamente, para que diga a seus pais que está bem, e logo voltará aqui, para que possamos viver para sempre juntos, colados.
          -Não vou viver com a senhora, você é muito bonita, me atrai, mas não posso. Não devo. Não quero.
          Naquele momento vi a raiva em seus olhos, como se não me conhecesse, como se eu fosse o pior dos seres. Ela me beijou mais ardentemente que nunca, pensei que era um ato de despedida, e sim era. Ao mesmo tempo que me beijou, que nos beijamos, ela cravou uma estaca em meu coração. Eu via tudo muito embaçado, não tinha forças, estava morrendo. E ainda assim ouvi aquela voz falando ao meu ouvido.
          -Caro amado, não sei o que farei em seu túmulo, chocolates quem sabe, poderíamos ter vivido uma bela história, e quem sabe morrer juntos, mas você não quis assim. Foi com dor no coração que matei meu primeiro amado, e com a mesma dor matei você, ambos não fizeram a escolha certa.
          Com a visão embaçada, mais ainda, vi ela vindo ao meu encontro, beijou-me, desta vez não retribui, e como se nada houvesse acontecido, abriu uma caixa, tirou um bombom, e começou a deliciar-se naquele chocolate. Antes tudo aquilo fosse um sonho, e eu não tivesse entrado pela segunda vez nessa maldita casa.


O segredo de Elly- Inicio
O segredo de Elly- Parte 2

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O segredo de Elly- Parte 2


          Passaram-se dias, e eu não tinha certeza ainda se meu sonho era realidade, tudo pareceu tão real, tão vivo. Com essa dúvida que não saia de minha cabeça, tomei uma decisão, eu só saberia se tudo aquilo era verdade se entrasse naquela casa, pela primeira vez, ou quem sabe a segunda. Isso eu iria descobrir.
          Dois dias depois criei coragem e fui. Como tinha em mente todos os detalhes do estranho sonho, eu fui direto a porta, que por sinal estava trancada. Procurei a chave, não estava no mesmo lugar, mas mesmo assim consegui acha-la, então abri e entrei. Fiquei assustado ao perceber que não tinha sido um sonho, e sim uma lembrança, uma lembrança real de algo que eu vivi.
          Não suportei pensar no que poderia acontecer se Elly me pegasse ali de novo. Fechei a porta, coloquei a chave no lugar, e quando ia ao encontro da porta de saída, ela estava de pé, com um bombom na mão. E logo me disse:
          -Gosta de bombons caro garoto?!
          E com a voz tremula de medo respondi:
          - Sim.
          Ela me deu o chocolate, e com apenas um gesto me chamou para sentar no sofá, com receio de recusar aceitei, ela começou a contar de como ela era, contou-me sua adolescência completa. E eu nem se quer respirava direito, a tensão tomava cada vez mais conta de meu corpo, eu não pensava, não falava, apenas ficava atento a cada movimento dela, pois qualquer reação estranha seria um sinal para me defender.
          De uma forma muito estranha ela demonstrava um carinho especial por mim. Pensei que isso seria um bom sinal, pois assim não correria tantos riscos, só que nem sempre tudo é como pensamos. Elly me convidou, na verdade me intimou, a entrar em um outro cômodo da casa, sem dizer nada me abraçou e me beijou, e do mesmo jeito me trancou naquele quarto e saiu.
          Aquilo foi horrível, um beijo, não um beijinho, um beijo, isso que tinha acontecido, e por algum motivo eu retribui aquele ato, não conseguia acreditar que tudo não passava de um sonho. Fiquei calmo, não me adiantaria de nada ficar agitado, não tinha relógio, não tinha nada para poder ver quanto tempo se passava. Eu observava o Sol, e assim deduzia qual momento do dia era. Fiquei dois dias ali, sem sair, não fiquei com fome, nem com sede, havia um pequeno banquete naquela suíte. Na manhã do terceiro dia, ela entrou, me beijou novamente, não sei, mas acho que ela não me beijou, o certo a dizer é que nós nos beijamos. Logo depois, ela me disse que faltava pouco tempo para me tirar dali, e colocou um porta retrato sem foto na parede.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não Morra...



Por que já vai?!
Fique mais um pouco.
Que lhe custa me amar?
Talvez a solução não seja não falar,
Tu não percebe que isso só vem a me magoar.
Queria ver-te viva.
Presente em minha vida.
Nos meus pensamentos, tu é exclusiva.
Ver as estrelas,
Dar seus último suspiro.
Não que vá morrer,
Apenas queira renascer.
Nascendo como minha,
E jamais do mundo,
Pois o mundo te magoaria,
E eu já mais suportaria.
Não digo que és minha flor,
Pois flores morrem,
E como já disse,
Não quero que morra.
Então sei que és esperança,
Me iludo com isso,
Pois dizem:
A esperança é a última que morre.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Des(apego)...


          
          Uma palavra tão simples, com um significado tão grande, tão forte e as vezes tão polêmicos em nossas mentes. Tem coisas que pensamos ‘ah eu não viveria sem isso’, mas nunca ao menos tentamos ficar sem elas por um mês, e o pior é que muitas das vezes nem usamos essas coisas.
          Eu por exemplo, tenho meus brinquedos guardados até hoje, pois sempre que falo vou doar, acabo separando uns e outro só, cada vez que abro aquela caixa, lembro de cada brincadeira, cada risada, cada amigo que estava naquela época. Agora eu tenho só alguns, para mim, e muitos, segundo meu pai. Porém fico mais tranquila, quando minhas irmãs crescerem elas vão brincar com todos eles.
          O mesmo acontece com meus cadernos, folhas de fichário, livros escolares e apostilas. Esse ano doei a maioria, ainda tenho um caderno de cada ano, para guardar e lembrar de todos. E as bolsas? Quem não guarda, no caso das mulheres, é tão difícil fazer isso, porque muitas pensam ‘não vou doar essa porque ainda vai ter uma festa para usar’. Tudo bem, são objetos, mas e quando tudo isso se trata de pessoas?
          Já pensou que você talvez faça o mesmo com seres humanos como você, que tu pode estar guardando eles do seu lado sem utilizar, esperando a ocasião que você irá precisar deles? Isso é algo muito comum, sem perceber fazemos coisas do tipo, com amigos e colegas. Então a melhor coisa para tudo isso é o despego, não pode ser a melhor opção para as pessoas, creio que para seres vivos ao em vez disso deva-se apegar e aproveitar cada instante, quanto as coisas materiais, sei que é difícil, eu disseque sofro disso também, mas vá deixando tudo aos poucos, vai funcionar e você nem vai sentir nada.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Offline




00:01
Oi, é você não entrou no chat hoje, estava esperando até agora, mas o sono bateu, e você não me respondeu. Vou dormir, isso se eu conseguir, não sabes o quanto é difícil, ficar sem falar com você, e o pior, ver que minha ausência, você nem ao menos consegue perceber. Acho que já deu por hoje. Beijos Boa Noite.

00:47
Não consigo dormir. Não sei o motivo, sei sim, mas me iludo dizendo que não sei para sofrer menos. Assim é mais fácil. E mais doloroso. Tanto faz, nada importa. Agora eu não volto mais. Tchau.

01:34
Por que faz isso comigo?! Não sabe que é crime invadir domicílio? Minha mente é minha, então saia dela, pois não te dei permissão para ficar abusando dela. Não quero ter que voltar aqui, já estou sem paciência, não sei o que eu fiz para merecer isso, não entendo, não quero entender também. Vou indo, senão vou falar a que não devo.

01:36
É eu falei o que não deveria, desculpe-me. Desculpe essa falta de capacidade de esquecer quem não me quer. Essa falta de consciência, consciência, isso mesmo, falta de consciência. Não sei nem se você vai se dar ao trabalho de visualizar isso tudo, então...

04:57
Acredita que eu nem dormi hoje, e garoto, para de fazer isso. Tomara que você esteja dormindo bem, melhor ainda, tomara que você esteja tendo um belo pesadelo.

05:48
Já deve estar amanhecendo lá fora, que bom, mais um dia começou. Ah, por favor, esquece tudo que eu disse, ou escrevi. Só leve em consideração que eu me sinto mal por não ter seu amor por completo, e que se for para sermos apenas amigos, que se torne aquela amizade onde um não vive sem o outro. Beijos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O segredo de Elly...


          Nunca fui de ficar curioso, mas aquela senhora sempre me deixou com essa sensação e vontade de querer saber o que se passava na verdade. Não sei o que via, pois ela era uma mulher de aproximadamente quarenta anos, cabelos ruivos, tingidos, olhos extremamente negros e sempre se vestia de cores claras, principalmente branco.
          Costumava vê-la todos os dias, no mesmo horário, sempre que passava na esquina da pracinha ela estava colocando uma flor ao lado de um banco. Nunca havia falado direito com ela, mas como nos víamos rotineiramente costumávamos ao menos nos cumprimentar. Eu com meus pensamentos da idade, acreditava que ela era apenas uma pobre viúva.
          Comecei a me interessar cada vez mais por aquele certo mistério que parecia uma coisa besta para os outros, meus amigos me diziam que eu estava querendo a mulher de corpo e alma, mas fora as brincadeiras deles, eu realmente me interessava, não por ela, mas pelo que ela escondia.
          Descobri onde ela morava, onde ia de manhã, de tarde, de noite, os horários em que a casa ficava sozinha, quem trabalhava lá, que horas saiam, e também descobri que ela sempre voltava com um bombom na mão depois que fazia seu ‘ritual’ na pracinha. Certo dia criei coragem e resolvi entrar na casa dela, mas tinha que ser tudo bem planejado, nada daria errado.
           Entrei lá, uma casa aparentemente normal, até que eu achei uma escada, que levava a uma porta estreita, porém estava trancada, voltei a sala, pois lembrei de ter visto uma chave em cima da mesa principal. O coração batia mais forte, minhas mãos geladas, e cada vez mais assustado e ao mesmo tempo com muita curiosidade, meus olhos se esquivavam rapidamente, atentos a cada movimento, sentia o vento mais gelado, e a respiração cada vez mais forte, criei coragem e em uma só sacada abri a porta, dei de cara com um santuário, onde havia um esqueleto.
           Cheguei mais perto, e vi uma plaqueta com os dizeres “ Aqui se encontra o homem que mais amei, e por amor eu mesma o matei.” , quando eu li aquilo foi espontâneo olhar para os lados e conferir o ambiente, e encontrei uma estante cheia de bombons, logo pensei que o homem era apaixonado por chocolate. Quando no meio de tanta obscuridade, medo e uma sensação terrivelmente estranha, eu fiquei com uma imensa vontade de comer um bombom, e quando ia saindo do quarto com um pedaço já na boca, dou de cara com Elly, meu coração disparou, tudo ficou escuro.  Agora, acabei de acordar na minha cama, não sei se tudo isso é fruto da minha imaginação ou se realmente aconteceu. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Flor, um beijo, uma porta e o Lobisomem


          Naquele dia fazia frio, não um frio comum, mas um frio sombrio, com ar de novidade, e sensação de desumanidade. Flor morava em um vilarejo, com poucas crianças, ali ter um filho era pedir para sofrer o dobro, e quem tinha dois, tinha duas alternativas, ou se matava, ou matava a criança.
          O sonho dela era poder ter um filho, um marido e uma casa para morar, mas antes disso desejava ter comida para sempre, povo humilde, e com necessidades, de alimento, de vestimentas, de educação e de cultura, isso ali era basicamente lendas, tudo que eles sabiam, tudo que eles viviam era baseado em histórias antigas.
          Uma das mais polêmicas fábulas falava sobre os lobisomens, seres malignos, que segundo o povo, não merecem perdão, pois quando chega lua cheia dizem que ficam agressivos, e possuídos por anjos do mal, e se ao estado normal já eram irracionais, nesses dias se tornavam reais feras sombrias. E isso ia mais além, contavam também que antes de serem lobisomens eram um grupo de rapazes que se dedicavam a vida espiritual, e que por isso não podiam ter mulheres.
          Flor era aventureira, não gostava da vida pacata que suas irmãs e amigas tinham, então um dia resolveu ir para uma floresta, aonde sempre ia, e colhia ervas e observava as borboletas. Naquele dia ela ouviu um barulho estranho, logo correu para se esconder, ela viu um homem com roupas sujas e rasgadas. Com todo aquele cenário assustador, ela ia ficando com mais medo, e sem perceber perdeu o jovem de vista. Quando ela ia se levantar para ir embora, deu de cara com o homem, caiu de susto mas ele logo a ajudou a se recompor. Sem mais nem menos a garota saiu correndo para casa.
          Não voltou lá, fisicamente, pois mentalmente ela não conseguia deixar de pensar, havia achado o rapaz lindo, uma beleza que não se encontrava no vilarejo. Passaram-se três dias, e resolveu ir na floresta, no mesmo lugar, e sim, ela o encontro sentado. Ele a disse que estava a esperando, e que tinha visto os dois juntos ali em uma visão. Como todos devem imaginar, sim, eles começaram um romance. Porém em um certo dia ela insistiu para ele conhecer seu lar, e nesse momento ele revelou-lhe um segredo, ele era um lobisomem.
          Novamente, com medo, ela correu, mas ele a segurou, e assegurou que nada importava mais, só o amor entre eles. Então, depois de muito tempo, de um juramento que ele havia feito quando ainda era do grupo religioso, o beijo entre eles aconteceu. Isso era o fim de uma era, tanto para ele quanto para ela. Continuaram se encontrando.
          Tempos depois, o povo do vilarejo descobriu tudo, e falaram que deveriam sacrificar o casal, em estado de pânico ela entrou floresta a dentro, e se encontro com o Lobisomem, pessoas correndo atrás deles, e eles atrás de uma saída. Quando estavam em uma outra parte da floresta, avistaram uma porta, e o homem tirou uma corrente do pescoço, onde tinha um chave, e explicou, que nunca foi recomendado que entrassem naquela passagem, e que desde o tempo  do grupo religioso só uma pessoa entrou, e como maldição, todos os outro viraram esses seres que são uma mistura de lobos com homens. Ele a garantiu que naquela porta a solução encontrariam, mas que não poderiam saber o que aconteceria com os outro que ficassem para trás. Ela aceitou a proposta, se juntos com apenas um passo, entraram naquela porta, passando de uma dimensão para outra, como em um passe de mágica. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Croquis...

Fala Pessoinhas.
Essa semana está complicada para aparecer por aqui, mas cá estou, não se sei todos sabem mas eu já pensei e às vezes penso em fazer uma faculdade de moda. Mas meus argumentos são muitos sobre isso, e isso não vem ao caso. Bom, estou aqui para postar três desenhos meus, na verdade croquis. Eu tenho mais que isso, porém falta escanear.
Bom, vamos lá!



E aí, sou boa?! Não sou estilista, mas para quem nunca fez nenhuma aula sobre o assunto, até que estou razoável né gente?! Espero que tenham gostado! E amanhã é post duplo viu, entra de novo, e confere tudo.
Beijos&Abraços

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

É natural...

Que tudo mude,
Só não se acomode mais.
O tempo passa,
E você fica para traz.

Perceba que você mudou.
Seu olhar está diferente,
E você nem lembra o que falou.

Vai perdendo certas manias,
E ganhando outras alegrias.

Amores vão embora,
Começam uma nova história.
Amanhã tem outra aurora,
E certas coisas que ficam na memória.

Um dia tu perde tudo,
Outro não ganha nada.
Mas fique tranquilo,
Deus tem sua alegria guardada.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Têm aqueles...



Que postam frases apaixonadas
Mas não estão apaixonados.
Que usam uma gíria, porque acham legal
Mas nem sabem o que significa.
Que vestem uma roupa
Mas nem acham bonita, afinal pelo menos tá na moda.
Que abraçam
Mas não sentem a emoção.
Que dizem ser aventureiros
Mas não tem nem coragem de pular do balanço.
Que sonham
Mas não correm atrás.
Que amam uma pessoa
Mas têm orgulho, e não demonstram.
Aqueles que se acham legais
Mas não respondem um Oi no chat.
Esses que ‘são populares’
Mas ficam pedindo curtidas.
Que se iludem
Mas ficam bravos quando entram na realidade.
Aqueles que dizem viver na realidade
Mas não aceitam alguns fatos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Era uma rotina...


          
          Ali estava ela, com pressa, tinha que pegar aquele metrô, atrasada como de costume, e distraída como sempre foi. No meio daquela multidão de horário de pico, ela entrou. Mal tinha reparado que se sentou do lado de um carinha muito lindo, usava óculos, camiseta de banda e tinha um livro nas mãos.
          Ela era do tipo de pessoa que não para, faz tudo que tem que fazer, porque tem que fazer, porque aquilo é o certo a fazer, muitas vezes ela esquecia que viver é ser feliz, é correr atrás da paz, e apostar nas paixões. Perdeu boa parte da adolescência procurando uma forma de se destacar na faculdade, conseguiu, mas jamais conheceu o lado divertidamente louco da vida. Entrar, sentar, esperar a estação chegar, era só isso que ela fazia no metrô, nem um olhar panorâmico ela dava, era centrada, até de mais.
          Já ele não, curtia a vida, era vocalista, sempre sonhou em montar uma banda, na escola era o popular, ganha a vida fazendo showzinhos em bar. Doou toda a adolescência para a diversão, e doa a vida de jovem agora. Faz de um instante uma eternidade, e com sua inquietude olha cada detalhe.
          Quem um dia diria que eles ficariam juntos? Mas foi assim, cada um com sua personalidade, seu jeito, seu sonho, e o mais incrível, naquele dia, a rotina dela mudou, ninguém imaginava que aquela garota ficaria fascinada com outra realidade, que para ela, era só um sonho, que acabava quando seus próprios olhos abriam.
          A partir daquele dia, ela percebeu que o destino existe, e que Deus controla ele, que mudanças acontecem naturalmente, e quando você menos espera, algo vem e te surpreende. Aprendeu que numa rotina existem detalhes, que se passarem despercebidos, podem causar grande decepção no futuro, e que ao olhar especialmente para eles, pode-se descobrir uma grande emoção.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Inspirada...



Para dizer.
Para falar
Ao mundo que eu quero chegar.
Chegar onde minha felicidade se encontra.
Onde há paz no amor,
Belas palavras,
E muita flor.
Inspirada para mudar
O jeito de andar,
A forma de falar.
Para correr ao infinito,
De pés descalços,
Chinelo na mão
E pulseiras no braço.
Inspirada,
Para viver uma paixão.
Ter novas experiências.
E talvez, uma nova emoção.
Para querer uma vida melhor
Um sonho maior.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bat(idas)...

          
          Desde pequena, sei que morremos, e que isso é uma certeza, apenas uma das que temos que ter guardadas em nossas mentes. Sabe, um dia tive um sonho, eu devei ter meus seis anos, sim eu lembro dessa época, no sonho minha mãe morria, fiquei desesperada, minha mãe ia ao banheiro e eu ia espera-la na porta, para ter certeza que ela voltaria. Foram duas semanas perturbante, mas eu entendi que ela não iria morrer naqueles dias, Graças a Deus! 
          Cai entre nós até hoje tenho medo do dia em que alguém próximo morrerá. Fico imaginando o quão triste ficarei, e ao mesmo tempo, se a pessoa morrerá feliz. Estranho pensar isso, mas mais estranho do que isso é simplesmente não gostar de ouvir as batidas do coração, tanto as minhas, quanto a de qualquer outra pessoa.
          Tenho receio de do nada, elas pararem, é bobagem para alguns, mas e se você estiver deitada no colo do seu amigo e ouvindo as batidas do coração dele, e não ouvir mais nada. Qual seria sua reação? Seu pensamento provavelmente seria "isso não está acontecendo", mas estaria. Não sei se isso já aconteceu, deve ter acontecido com alguém já, pois hoje em dia nada mais é novo, nada mais é totalmente inovador, praticamente.
          Sei que o quanto mais eu puder me afastar desse som melhor, assim tenho a sensação que não posso saber da morte, que ela não está tão perto. Também sei que isso é só uma forma de me iludir, mas fazer o que, a vida é feita de ilusões. Aqui estou eu imaginando um noite perfeita com meus amigos, mas a realidade é que é apenas mais uma noite fria e chuvosa.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

E assim eu renasci...


         
          Era dia 17 de maio, me lembro bem, talvez nunca esqueça. Naquela época eu tinha cabelo grande e tinha uma pequena parte raspada, na lateral, hoje em dia isso é moda, mas naquele tempo era rebeldia extrema. Estávamos num acampamento de verão, eu sempre andei com grupinhos tarjados como perigosos, havia uma trilha abandonada e proibida, como só fazíamos coisas proibidas, melhor dizendo, coisas que nos desafiavam, entramos na mata por aquela trilhazinha.
          Tinha eu, Carol, Antônio e Marquinhos, cada um com uma mochila com comida e água. Escondidos, com uma alegria pra lá de estranha e uma coragem perigosa, seguimos em frente com o plano, quando fomos subindo encontramos uma placa dizendo cuidado, nem ligamos, isso não importava. Quando já era escuro decidimos dormir em baixo de uma árvore, que por sinal, havia algumas marcas de garras e belas flores.
          Carol tinha uma lanterna, colocamos ela bem no meio da rodinha, Marquinhos e Carol se afastaram de mim e do Antônio, eles tinham um caso, paixão, porque assumir e ser fiel não constava no relacionamento deles. Antônio sempre demonstrou muito afeto por mim, mas eu o amava muito, como amigo. Depois de algum tempo Marcos volta sozinho e ferido alegando que Carolina tinha sido atacada por uma formiga, muitas, várias, uma tropa delas, ele estava em pânico, dizia que tinha feito de tudo, mas que ela não sobreviveu.
          Ficamos atentos a tudo, e resolvemos voltar logo de manhã, antes disso tiramos onda com a cara dele, e demoramos um tempo para perceber que ele falava a verdade. Não pisquei o olho por um bom tempo, mas acabei dormindo no colo de Tônio. Ele também dormiu, e acordamos com um grito, era Marquinhos pedindo ajuda, tentamos segui-lo mas quando o vimos havia formigas o devorando, como se fosse uma balinha de goma, e aquilo não sai da minha cabeça até hoje, horrível.
          Pior ainda foi quando elas começaram a nos perseguir, e sem querer nos perdemos. Naquele momento me senti sem esperanças, como se fosse meu fim, minha, nossa sorte foi que Antônio sabia como se guiar pelo sol, e ele tinha prestado atenção quando subimos a trilha, ele me explicou o que deveríamos fazer, e alertou –me dizendo que eu deveria saber como voltar caso algo acontecesse com ele. E isso aconteceu, no meio do caminho, quando estávamos perto da trilha, elas voltaram e tentaram me atacar, ele me protegeu e falou para seguir em frente que ele voltaria logo depois. Corri como se fosse minha última tentativa de ficar viva, cheguei ao acampamento chorando, as pessoas estranharam, e logo começaram a perguntar sobre tudo, e ficamos ali até o resto da tarde.
          Mandaram um grupo de buscas para cima do morro, mas não encontraram nada. Faz uma semana que me ligaram dizendo que acharam os esqueletos dos meus colegas, hoje sou uma mulher tranquila, que não faço mais nada do que eu tenha total certeza das consequências. E meu aniversário é amanhã, e sempre me lembro disso, todas as noites, como se fosse uma saga, que me comove a cada vez que tudo se passa em minha mente, como Tônio foi que me salvou, e por conta disso passei a estudar mais sobre os pontos que podemos tomar de referência em relação ao sol, em sua homenagem e para toda vez que olhar para meu pulso, tatuei uma rosa dos ventos, que é o símbolo do meu segundo nascimento.  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Meus Cliks...

Fala Galera!
Bom, estranho eu por aqui esse horário né?! É o feriadão minha gente! E estou aqui para mostrar a vocês alguns de meus clicks, acredite se quiser, a maioria foi tirado com câmera de celular, é triste, mas eu não tenho câmera meus queridos. Aniversário está chegando ein! (risos). Brincadeiras a parte, gosto muito de tirar fotografias, de editar, e coisas do tipo. E acho que cada foto nos diz algo, e tu pode ter a mesma árvore  para se fotografada por duas pessoas diferentes, embora seja a mesma, os olhares vão se diferentes, o que eu quero dizer é que são ângulos de ponto de vista diferentes, e isso não acontece só nas imagens. Vamos ao que interessa?





Gente, é isso aí, espero que tenham gostado. São pouquinhas, mas tenho mais aqui, e garanto que posto outro dia. Só para reforçar o blog tá indo aos poucos mas estou crente que no fim do ano vocês vão ver ''Passaram por aqui, 1000'', e continuem visitando, divulgando, curtindo a page, comentando e fazendo daqui um lugar legal.
Beijos&Abraços&Comentem

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eu mulher com lembranças de adolescentes...


É, eu estava naqueles dias sabe? aqueles que não dá vontade de fazer nada, esses que vivem nos perseguindo. Não faz diferença, agora estou bem, tão bem que resolvi voltar no tempo, fiquei deitada o dia todo, lembrando. Como é bom ser adolescente, como era bom, afinal passei dessa fase. Agora a vida é baseada na faculdade, e na procura de um estágio.
Lembrei de como eu era boba, fazia questão de ser legal, mas ser estranha, de não aceitar a sociedade, de não querer ser da sociedade, isso agora é bobagem, hoje, eu quero fazer a sociedade. E minhas roupas? nossa, nem comento, eram tão, tão, tão confortáveis, minha calça jeans, minha blusinha de alça, meu tênis esportivo, amava meu estilo, se é que eu tinha estilo, só era o meu jeito.
Meu diário, lembrei dele, fui procura-lo na minha caixa de coisas antigas, ele estava lá, intacto, abri, folheei, e acabei descobrindo que era mais um livreto de ilustrações, pois eu não escrevia sobre meu dia, eu desenhava meus sonhos. Foi engraçado, e mistico, eu conseguindo lembrar de cada significado, como se eu tivesse feito tudo semana passada.
No meio de tanta traqueira achei uma foto, minha e de um garoto, minha paixão de adolescência, lembrei do meu primeiro beijo, e lembrei que até agora, foi o pior (risos), agora já se passaram tantos que nem me lembro, mas esse menino me fez suspirar, paixonites e paixonites, eu era aquela que queria um conto de fadas, uma história romântica.
Fiquei ali por mais de duas horas, só lembrando da minha vida ontem, e da minha vida hoje. Quando me dei conta do horário, pulei da cama, estava atrasada, e ainda teria que tomar banho, vestir uma roupa, passar maquiagem, organizar a pasta, e correr para o metrô, agora é tudo muito corrido, mas é assim.    

sábado, 20 de outubro de 2012

Atualizando...

Fala Galera!
Tudo bem com vocês? Eu? Ah eu estou bem, muito bem. Prestaram atenção no título? então gente, nova tag  aqui no blog, toda semana vou contar coisinhas que aconteceram, que vão acontecer, e por aí vai, sejam elas da minha vida, ou do mundo a fora. Isso é se expor de mais? Sim, sem dúvida, mas vamos lá, ter confiança em arriscar é essencial, embora às vezes o medo grite mais alto.
Hoje vou falar pouco, então vamos lá, hoje teve uma competição de foguetes de garrafa pet onde eu estudo, pra quem não sabe no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, tudo foi muito bom, tivemos mais ou menos 15 dias para preparar foguete e base. E tinha duas categorias, o que fosse mais longe, e o melhor designer. Oks, o do meu grupo não foi o ganhador de maior distância, mas foi o mais bonito! Felizmente o que voou mais foi dos meus amigos, acredite se quizer, o deles chegou a 90m de distância do ponto de lançamento.
Participantes

 Garotos do Nasa! Ganhadores da maior distância percorrida.  

Outra foto da galera toda.
Enfim o foguete do meu grupo, melhor designer!

Bom gente, por hoje é só, mas toda semana vou fazer um post desse tipo, novidades do mundo, e o que anda acontecendo comigo. Aaah, lembrando que espero que chegue em 1000 visualizações até o final do ano, e agradeço por estarem entrando no blog, divulgando, curtido a page lá no face (curte aí Ret cência) e me fazendo ficar cada vez mais motivada a postar, e vamos que vamos!

Beijos&Abraços&Comentem