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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os padrões que eu quebrei.




          Desde que nos conhecemos tudo mudou, meu mundo ganhou outro ângulo, minha vida teve outro rumo. Dizem por ai que bons garotos jamais usariam pantufas de coelhinho, mas por você eu fui até o mercado calçando um par delas. Falam-me que estou mudado, eu digo que não me importo, que as pessoas mudam mesmo, às vezes para melhor, às vezes para pior. No meu caso foi para melhor, muito melhor.
          Meu guarda roupas era quase que totalmente composto por camisetas pretas, daí é só você dizer que eu fico bem melhor de regata rosa bebê que eu tinjo e corto metade das minhas roupas. Eu sempre pensei que ser meio largado com os estudos era coisa de homem, afinal homem mesmo tem mais o que fazer, é, daí você entrou na minha vida e me mostrou que homem mesmo é aquele que pensa e batalha por um grande futuro.

          Só comecei a ver o mundo de uma forma melhor quando você me ajudou a abrir os olhos. Meus amigos diziam que eu estava dominado por ti, mas não, não da forma que eles pensavam, não sabiam como é ter alguém que te faça quebrar os padrões que a sociedade nos impõe, não sabiam como é ter uma pessoa que te completa, não sabiam como é ter alguém como você. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu me perco.




Perco-me nessa rotina
Tanta correria,
Tanta confusão,
Tanta intriga,
Tanta competição.

Misturo-me com alguma ilusão,
E quando vejo,
Já perdi o rumo.

Sou desorientada,
Não sei muito sobre ficar parada.
Movo-me sem destino,
Fazendo arte, como um menino.

Eu me perco no tempo,
Quando paro,
Percebo que nada hoje é lento.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Se eu quiser...


Viro hippie
Vou de sunga na padaria
Passo Nutella no macarrão
Começo a treinar montaria

Estudo teatro
Pinto o cabelo de rosa
Quebro nosso porta retrato

Se eu quiser
Me mudo para França
Faço tudo diferente
Só não apago nossas lembranças

Corro para seus braços
Voarei junto aos seus sonhos
Se você quiser

Se eu quiser
Me jogo no seu caminho
E se você quiser
Entro no seu destino

Eu quero
Se você quiser.




sábado, 9 de março de 2013

Eu vivo...




Eu vivo.
Vivo mesmo é ameaçada.
Ameaçada por sonhos,
por fraquezas,
por palavras,
por medos,
por alegrias, 
por atos,
por incompreensões,
por tudo.
Fico mal. E daí?
(Ninguém liga mesmo) Mentira!
Não tiro o riso da cara,
tem gente que se importa.
E todo mundo sofre mesmo,
Só que tem gente que prefere ser feliz.
Cada coisa má,
cada mau olhado,
cada palavra com ódio,
vai ficando de lado.
Porque senão vou afundando,
em profundas más emoções.
Que de forma alguma vão se transformar,
Muito menos em boas intenções.
Sigo como devo,
Tendo uma grande razão
Para esquecer a má intenção.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Suicídio por Amor.


          

           Chamava-se Laile, Laile Ramos, uma garota normal, com uma vida preciosa, filha de pais da sociedade, menina proprietária de tudo que se possa querer na idade dela. Estudava na melhor escola da cidade, pública, porém, a mais concorrida da cidade. Éramos da mesma sala, terceiro ano do colegial, aquele era o ano mais esperado por qualquer estudante.
           Sempre foi a principal, tudo que ela fazia era motivo de festa, mas ainda assim pensava que não era tudo que ela tinha, eu assistia aqueles filmes norte americano, gente assim nunca é feliz, nunca é totalmente feliz. Época em que a internet já era conhecida, mas como tudo novo, só os bons podiam ter aquela tecnologia. Minha família não era das mais ricas, mas nós possuíamos internet, e tinha uma rede social que era febre, eu tinha, com uma identidade falsa, aquela era a chance de conhecer pessoas novas, ser quem eu queria ser, só tinha um problema, era tudo virtual, um sonho com limites.
          Isso tudo não importa, sei que virei amiga de Laile, e descobri que ela tinha uma louca paixão por um garoto, totalmente diferente dela, praticamente de mundos invertidos, não conseguia entender o porquê do fato. Apoiava esse desejo dela, embora isso me parecia uma grande ilusão, coisa de filme, impossível na vida real.
          Aquilo foi aumentando, e já não sabia mais o tamanho daquele sentimento, qualquer um daria tudo para ficar ao lado dela, mas ele não, achava que não tinha cabimento, que era brincadeira, que aquele amor tão surreal não passava de uma farsa. Amigas, só virtualmente, só que eu observa tudo de perto, como se não soubesse de nada. A garota parecia uma depressiva ambulante, totalmente ao contrário daquela Miss    Alegria que todos estavam acostumados.
          Chegaram as férias, e nossa formatura também, por internet ela havia contado que iria somente a colação de grau, mas algo aconteceu e não a vi lá. No dia seguinte quando abro meu e-mail vejo o seguinte texto:
        Oi querida amiga virtual,
Primeiro quero agradecer você, por tudo, cada noite que passou lendo minhas lamentações, pelos conselhos, realmente por tudo. Provavelmente deve estar lendo esse texto de manhã, a festa de formatura devia ter sido uma beleza, e você certamente estava linda, pena que você nunca me disse quem era, apenas disse que estaria lá, esta noite, apenas para me conhecer pessoalmente. Lamento por ter faltado, lamento por não dar uma chance para que pudéssemos nos conhecer. Agora deve ser tarde de mais, meus pais já devem ter descoberto minha escolha, e como te conto tudo, decidi me matar. Viver sem poder ter aquele rapaz seria desperdício, que adiantava eu ter de tudo, se não podia amar e ser amada. Talvez seja besteira minha ter feito essa escolha, mas agora é tarde. Espero que você tenha mais sorte que eu, que você consiga o que quer, sem sofrer com essa sociedade feita de padrões.
       Adeus, com muito carinho. 

sábado, 29 de dezembro de 2012

O segredo de Elly -Parte 3


          Vi aquele porta retrato e pensei em milhões de coisas, possibilidades. Não sei o porquê mas algo me dizia que aquilo não era boa coisa. Permaneci mais algumas horas ali, novamente ela entrou, deixou um conjunto de roupas, roupas refinadas, e sem esquivar-me nos beijamos de novo, isso estava se tornando prazeroso, não um prazer comum, um prazer mais gostoso, com gosto de proibição.
          Ela tirou minha roupa, e me observou, sim aquilo era um tanto quanto constrangedor para mim, embora eu fosse o mais popular da classe, tinha meninas de monte, eu nunca havia me deitado com uma delas, muito menos com uma mulher. Despiu-se também, e agora ela era observada, por meus olhos inquietos, agitados, esfomeados e cheios de medo, tensão e receio. Nada aconteceu, não nos tocamos nem nada, ela simplesmente me levou ao banheiro, e disse que em pouco tempo voltaria para me buscar, e me esperaria pronto e vestido com as roupas deixadas lá.
          Me aprontei, ela abriu a porta, me olhou, sorriu, e beijou-me, Elly estava linda, uma verdadeira rainha, com aquele vestido vermelho, cabelo preso, e um sorriso de ofuscar qualquer um. Fomos para a sala de jantar, um banquete, nenhum serviçal estava na casa, era eu e ela. Após tudo, fomos ao salão de festas, um lugar meio sombrio, escuro. Lá ela me falou:
          -Você é... Como se fosse meu primeiro amado, a única coisa que muda, é meu amor, que agora, é maior que antes.
          -A senhora não deve estar falando sério. Me amar? Não, isso não aconteceria.
          -Não duvide de mim garoto, quando eu quero algo, eu consigo. Vou libera-lo novamente, para que diga a seus pais que está bem, e logo voltará aqui, para que possamos viver para sempre juntos, colados.
          -Não vou viver com a senhora, você é muito bonita, me atrai, mas não posso. Não devo. Não quero.
          Naquele momento vi a raiva em seus olhos, como se não me conhecesse, como se eu fosse o pior dos seres. Ela me beijou mais ardentemente que nunca, pensei que era um ato de despedida, e sim era. Ao mesmo tempo que me beijou, que nos beijamos, ela cravou uma estaca em meu coração. Eu via tudo muito embaçado, não tinha forças, estava morrendo. E ainda assim ouvi aquela voz falando ao meu ouvido.
          -Caro amado, não sei o que farei em seu túmulo, chocolates quem sabe, poderíamos ter vivido uma bela história, e quem sabe morrer juntos, mas você não quis assim. Foi com dor no coração que matei meu primeiro amado, e com a mesma dor matei você, ambos não fizeram a escolha certa.
          Com a visão embaçada, mais ainda, vi ela vindo ao meu encontro, beijou-me, desta vez não retribui, e como se nada houvesse acontecido, abriu uma caixa, tirou um bombom, e começou a deliciar-se naquele chocolate. Antes tudo aquilo fosse um sonho, e eu não tivesse entrado pela segunda vez nessa maldita casa.


O segredo de Elly- Inicio
O segredo de Elly- Parte 2

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O segredo de Elly- Parte 2


          Passaram-se dias, e eu não tinha certeza ainda se meu sonho era realidade, tudo pareceu tão real, tão vivo. Com essa dúvida que não saia de minha cabeça, tomei uma decisão, eu só saberia se tudo aquilo era verdade se entrasse naquela casa, pela primeira vez, ou quem sabe a segunda. Isso eu iria descobrir.
          Dois dias depois criei coragem e fui. Como tinha em mente todos os detalhes do estranho sonho, eu fui direto a porta, que por sinal estava trancada. Procurei a chave, não estava no mesmo lugar, mas mesmo assim consegui acha-la, então abri e entrei. Fiquei assustado ao perceber que não tinha sido um sonho, e sim uma lembrança, uma lembrança real de algo que eu vivi.
          Não suportei pensar no que poderia acontecer se Elly me pegasse ali de novo. Fechei a porta, coloquei a chave no lugar, e quando ia ao encontro da porta de saída, ela estava de pé, com um bombom na mão. E logo me disse:
          -Gosta de bombons caro garoto?!
          E com a voz tremula de medo respondi:
          - Sim.
          Ela me deu o chocolate, e com apenas um gesto me chamou para sentar no sofá, com receio de recusar aceitei, ela começou a contar de como ela era, contou-me sua adolescência completa. E eu nem se quer respirava direito, a tensão tomava cada vez mais conta de meu corpo, eu não pensava, não falava, apenas ficava atento a cada movimento dela, pois qualquer reação estranha seria um sinal para me defender.
          De uma forma muito estranha ela demonstrava um carinho especial por mim. Pensei que isso seria um bom sinal, pois assim não correria tantos riscos, só que nem sempre tudo é como pensamos. Elly me convidou, na verdade me intimou, a entrar em um outro cômodo da casa, sem dizer nada me abraçou e me beijou, e do mesmo jeito me trancou naquele quarto e saiu.
          Aquilo foi horrível, um beijo, não um beijinho, um beijo, isso que tinha acontecido, e por algum motivo eu retribui aquele ato, não conseguia acreditar que tudo não passava de um sonho. Fiquei calmo, não me adiantaria de nada ficar agitado, não tinha relógio, não tinha nada para poder ver quanto tempo se passava. Eu observava o Sol, e assim deduzia qual momento do dia era. Fiquei dois dias ali, sem sair, não fiquei com fome, nem com sede, havia um pequeno banquete naquela suíte. Na manhã do terceiro dia, ela entrou, me beijou novamente, não sei, mas acho que ela não me beijou, o certo a dizer é que nós nos beijamos. Logo depois, ela me disse que faltava pouco tempo para me tirar dali, e colocou um porta retrato sem foto na parede.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não Morra...



Por que já vai?!
Fique mais um pouco.
Que lhe custa me amar?
Talvez a solução não seja não falar,
Tu não percebe que isso só vem a me magoar.
Queria ver-te viva.
Presente em minha vida.
Nos meus pensamentos, tu é exclusiva.
Ver as estrelas,
Dar seus último suspiro.
Não que vá morrer,
Apenas queira renascer.
Nascendo como minha,
E jamais do mundo,
Pois o mundo te magoaria,
E eu já mais suportaria.
Não digo que és minha flor,
Pois flores morrem,
E como já disse,
Não quero que morra.
Então sei que és esperança,
Me iludo com isso,
Pois dizem:
A esperança é a última que morre.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Des(apego)...


          
          Uma palavra tão simples, com um significado tão grande, tão forte e as vezes tão polêmicos em nossas mentes. Tem coisas que pensamos ‘ah eu não viveria sem isso’, mas nunca ao menos tentamos ficar sem elas por um mês, e o pior é que muitas das vezes nem usamos essas coisas.
          Eu por exemplo, tenho meus brinquedos guardados até hoje, pois sempre que falo vou doar, acabo separando uns e outro só, cada vez que abro aquela caixa, lembro de cada brincadeira, cada risada, cada amigo que estava naquela época. Agora eu tenho só alguns, para mim, e muitos, segundo meu pai. Porém fico mais tranquila, quando minhas irmãs crescerem elas vão brincar com todos eles.
          O mesmo acontece com meus cadernos, folhas de fichário, livros escolares e apostilas. Esse ano doei a maioria, ainda tenho um caderno de cada ano, para guardar e lembrar de todos. E as bolsas? Quem não guarda, no caso das mulheres, é tão difícil fazer isso, porque muitas pensam ‘não vou doar essa porque ainda vai ter uma festa para usar’. Tudo bem, são objetos, mas e quando tudo isso se trata de pessoas?
          Já pensou que você talvez faça o mesmo com seres humanos como você, que tu pode estar guardando eles do seu lado sem utilizar, esperando a ocasião que você irá precisar deles? Isso é algo muito comum, sem perceber fazemos coisas do tipo, com amigos e colegas. Então a melhor coisa para tudo isso é o despego, não pode ser a melhor opção para as pessoas, creio que para seres vivos ao em vez disso deva-se apegar e aproveitar cada instante, quanto as coisas materiais, sei que é difícil, eu disseque sofro disso também, mas vá deixando tudo aos poucos, vai funcionar e você nem vai sentir nada.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Offline




00:01
Oi, é você não entrou no chat hoje, estava esperando até agora, mas o sono bateu, e você não me respondeu. Vou dormir, isso se eu conseguir, não sabes o quanto é difícil, ficar sem falar com você, e o pior, ver que minha ausência, você nem ao menos consegue perceber. Acho que já deu por hoje. Beijos Boa Noite.

00:47
Não consigo dormir. Não sei o motivo, sei sim, mas me iludo dizendo que não sei para sofrer menos. Assim é mais fácil. E mais doloroso. Tanto faz, nada importa. Agora eu não volto mais. Tchau.

01:34
Por que faz isso comigo?! Não sabe que é crime invadir domicílio? Minha mente é minha, então saia dela, pois não te dei permissão para ficar abusando dela. Não quero ter que voltar aqui, já estou sem paciência, não sei o que eu fiz para merecer isso, não entendo, não quero entender também. Vou indo, senão vou falar a que não devo.

01:36
É eu falei o que não deveria, desculpe-me. Desculpe essa falta de capacidade de esquecer quem não me quer. Essa falta de consciência, consciência, isso mesmo, falta de consciência. Não sei nem se você vai se dar ao trabalho de visualizar isso tudo, então...

04:57
Acredita que eu nem dormi hoje, e garoto, para de fazer isso. Tomara que você esteja dormindo bem, melhor ainda, tomara que você esteja tendo um belo pesadelo.

05:48
Já deve estar amanhecendo lá fora, que bom, mais um dia começou. Ah, por favor, esquece tudo que eu disse, ou escrevi. Só leve em consideração que eu me sinto mal por não ter seu amor por completo, e que se for para sermos apenas amigos, que se torne aquela amizade onde um não vive sem o outro. Beijos.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Eu quero é ser feliz...


Andar de biquíni na rua.
Ir de patinete para escola.
Dormir olhando a lua.
Pular de paraquedas usando uma sacola.

Quero beijar .
Ver o amanhecer.
Sentir o amor no ar.

Comer chocolate no café da manhã.
Tomar toddynho .
Ser uma boa cristã.
Sair de mansinho.

Pular na cama elástica.
Curtir a tarde. 
Ser uma pessoa fantástica.
E não ser covarde. 

Passar a madrugada em claro
Ao lado de pessoas queridas.
Dando muitas gargalhadas,
Para zerar as feridas.

Quero mesmo é correr,
Atrás da felicidade.
Enquanto eu puder.
Antes que seja tarde.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sei...



Que o mundo não é cor de rosa
Que a vida é dupla
E que flores não realmente formosas
Sei...
Que amores existem
Que fadas são normais
Que amizades são especiais
Sei...
Que eu amo escrever
Que sonho com meu futuro
Que eu quero é viver
Não sei...
Se consigo demonstrar o que sinto
Quando meu sorriso está bonito
O que as pessoas pensam de mim
Sei...
Que Deus existe
Que tenho um anjo da guarda
E uma paixão pelo diferente
Sei...
Que às vezes não faz sentido
Mas é isso que se passa em minha mente

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Meus Cliks...

Fala Galera!
Bom, estranho eu por aqui esse horário né?! É o feriadão minha gente! E estou aqui para mostrar a vocês alguns de meus clicks, acredite se quiser, a maioria foi tirado com câmera de celular, é triste, mas eu não tenho câmera meus queridos. Aniversário está chegando ein! (risos). Brincadeiras a parte, gosto muito de tirar fotografias, de editar, e coisas do tipo. E acho que cada foto nos diz algo, e tu pode ter a mesma árvore  para se fotografada por duas pessoas diferentes, embora seja a mesma, os olhares vão se diferentes, o que eu quero dizer é que são ângulos de ponto de vista diferentes, e isso não acontece só nas imagens. Vamos ao que interessa?





Gente, é isso aí, espero que tenham gostado. São pouquinhas, mas tenho mais aqui, e garanto que posto outro dia. Só para reforçar o blog tá indo aos poucos mas estou crente que no fim do ano vocês vão ver ''Passaram por aqui, 1000'', e continuem visitando, divulgando, curtindo a page, comentando e fazendo daqui um lugar legal.
Beijos&Abraços&Comentem

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Maria vai vivendo.



Sábado de tarde, acho que umas quatro horas e pouco, me bateu uma vontade de fazer algo diferente, desafiador, que eu não pudesse imaginar. Liguei pra minha melhor amiga, perguntei se ela tinha uma ideia, ela disse que não, logo em seguida e disse que seria uma boa ideia viajar para um lugar que eu não soubesse nada, agradeci e desliguei. Achei um bom negócio, resolvi ir, tinha três problemas, dinheiro, idade e para onde ir.
Com apenas quinze anos não possuía uma grande quantia em dinheiro, eu tinha uma poupança, daquelas que só os pais mexem, daí eu pensava, porque é minha se eu não posso fazer nada. Consegui achar míseros duzentos reais, essa grana pagaria minha passagem, e o que viesse  pela frente. Quanto a idade, eu falaria que iria visitar uma tia, e isso bastava para enganar o motorista. Decidir ir para uma cidadezinha chamada Luzes, próxima da minha, porém pouco se ouvia falar dela, eu pelo menos não sabia nada de lá.
Fiz minha mala, na verdade uma mochila, com cinco mudas de roupa, uma toalha, e de calçado bastava meu tênis, coloquei também dois pacotes de biscoito, caso me desse fome, afinal não poderia gastar meu dinheiro com besteiras. Escrevi um bilhete para minha vó, falando que passaria uma semana na casa de uma amiga, e avisando que tudo estaria bem.
Tudo pronto. Mochila nas costas, dinheiro no bolso e fone no ouvido. Comprei a passagem, entrei no ônibus sem nenhuma complicação. Primeira parada, metade do ônibus desceu, segunda parada, quase todos já saíram, tinha apenas eu e uma família, com provavelmente o pai, a mãe, jovem os dois por sinal, e uma criança de aparentemente sete anos. Estaria tudo bem se a criança não tivesse pesadelos à noite, ela falava coisas relacionadas a um acidente, que o ônibus estava destinado a um grave acidente.
No dia seguinte, faltando apenas três horas e meia para chegarmos a Luzes, passamos por um acidente horrível, um caminhão bateu em um ônibus. Fiquei impressionada, e me perguntei como era possível, acabei ficando com a ideia de que era apenas um acaso. Ficaria mais tranquila se vinte minutos antes do desembarque o menininho não tivesse vindo até mim para avisar que deveria tomar cuidado com uma mulher bonita, e para que eu não me iludisse com coisas diferentes, teria que me afastar de tudo que me deixasse curiosa, e finalizando ele ainda disse que o melhor que eu faria era voltar para minha casa.
Fiquei assustada, porém não liguei, guardei aquelas palavras, mas não ficaria confusa. Pensei em voltar, mas acreditei que pudesse ser apenas paranoia do garotinho. Desci do ônibus, procurei uma pensão baratinha, achei uma perto da ponte. A cidade era bonitinha, só que de Luzes não tinha nada.    

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coisas que eu sei...



Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

Danni Carlos